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Polícia aponta que servidores da Prefeitura de ITAMARACÁ superfaturaram com terreno de R$ 500 mil

A Operação denominada de Metro Quadrado investiga organização criminosa envolvida em crimes como peculato, fraude em licitações, crime de responsabilidade e lavagem de dinheiro.

28 de novembro de 2024 às 09:08   - Atualizado às 09:23

Fachada da Prefeitura da Ilha de Itamaracá.

Fachada da Prefeitura da Ilha de Itamaracá. Imagem: Reprodução/Google Earth

Servidores da Prefeitura da Ilha de Itamaracá, no Grande Recife, são investigados por desvio de dinheiro público na compra de um terreno para a construção de uma escola no município. De acordo com as investigações o caso aconteceu entre os anos de 2022 e 2023, durante a gestão do prefeito Paulo Batista (Republicanos).

Segundo a Polícia Civil, eles pagaram R$ 1 milhão para adquirir o lote, que valia a metade do preço, e, após o pagamento, ficaram com R$ 500 mil, que receberam de volta do dono da propriedade.

A operação, chamada de Metro Quadrado, foi deflagrada nesta quarta-feira, 27 de novembro, pelo Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco).

Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão domiciliar, nas residências dos alvos que tem endereços de moradia em Igarassu e na Ilha de Itamaracá, além do bloqueio de R$ 500 mil de contas bancárias ligadas aos suspeitos, que não tiveram os nomes divulgados.

À TV Globo, o delegado Paulo Furtado disse que, no início do inquérito, os suspeitos justificaram que a transação fazia parte de um processo de desapropriação para a obra.

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No entanto, não havia nenhum decreto de utilidade pública nem autorização da Câmara de Vereadores para desapropriar o terreno.

"O vendedor foi procurado por agentes públicos, que ofereceram o valor de R$ 1 milhão na compra desse terreno. E isso foi condicionado à devolução de parte dos valores. Então, o vendedor recebeu esses valores e devolveu metade para os referidos agentes públicos", explicou o delegado.

De acordo com a Polícia Civil, a investigação começou no ano passado, a partir de uma denúncia feita pela Câmara Municipal ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), que fez uma auditoria na aquisição do terreno e identificou indícios de superfaturamento e fraude em licitação.

O que diz a Prefeitura?

A prefeitura foi procurada, mas, não se manifestou.

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