A sentença só confirma uma transição que a família já vivenciava na prática. Seus familiares já administravam a vida financeira e as tarefas cotidianas do pai há alguns anos.
Fernando Henrique Cardoso, conhecido como FHC. Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
O Tribunal de Justiça de São Paulo concedeu a interdição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) na quarta-feira, 15 de abril.
A decisão da 2ª Vara da Família e Sucessões estabelece que o filho Paulo Henrique Cardoso assumirá o papel de curador provisório do pai. O magistrado proferiu a sentença considerando o estado de saúde do sociólogo, que atualmente tem 94 anos e enfrenta um quadro avançado de Alzheimer.
A movimentação jurídica reflete uma transição que a família já vivenciava na prática. Paulo Henrique já administrava a vida financeira e as tarefas cotidianas do pai há alguns anos.
O próprio ex-presidente, em um momento anterior da vida, escolheu o filho para tratar desses assuntos pessoais e burocráticos. Agora, o Judiciário apenas formaliza essa responsabilidade para garantir a segurança jurídica e o bem-estar do ex-mandatário.
As filhas de FHC, Luciana e Beatriz, acompanharam todo o processo e manifestaram total apoio à medida. Os advogados Caetano Berenguer, Fabiano Robalinho e Henrique Ávila, integrantes do escritório Bermudes Advogados, representaram a família perante o Tribunal. A união dos filhos em torno da decisão demonstra um cuidado compartilhado com a dignidade e a assistência ao pai neste estágio da vida.
O agravamento do estado de saúde de Fernando Henrique Cardoso motivou o pedido de interdição. Um laudo médico recente detalha que a doença comprometeu significativamente as funções cognitivas do ex-presidente.
Esse documento serviu como base fundamental para que a Justiça compreendesse a necessidade de um responsável legal. O Alzheimer, em seu estágio atual, impede que FHC tome decisões complexas ou gerencie seu próprio patrimônio com a clareza de outrora.
Na rotina atual, o ex-presidente já não participava ativamente de decisões administrativas ou financeiras. Ele depende hoje do acompanhamento constante de uma equipe de saúde especializada, que monitora suas necessidades básicas e garante seu conforto.
A curadoria provisória permite que Paulo Henrique assine documentos, movimente contas e tome decisões médicas urgentes em nome do pai, mantendo a estrutura de cuidados que o sociólogo já recebe em sua residência.
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