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Cabo da PMPI preso, por suspeita de fraude em concursos do TCE e TJPE, entregava pontos eletrônicos

Além disso, policial entrega celulares adaptados para candidatos que contrataram o esquema.Os aparelhos permitiam comunicação durante as provas sem serem identificados por detectores de metal.

Isabella Lopes

27 de março de 2026 às 17:14   - Atualizado às 17:17

Viatura da Polícia Civil de Pernambuco no DHPP.

Viatura da Polícia Civil de Pernambuco no DHPP. Foto: Bruno Vila Nova/Portal de Prefeitura

A Polícia Civil de Pernambuco investiga um esquema de fraudes em concursos públicos que envolveu agentes de segurança. As apurações apontam a participação de um cabo da Polícia Militar do Piauí, suspeito de atuar na logística do grupo criminoso.

Segundo a investigação, o policial integrava a organização responsável por fornecer equipamentos utilizados durante as provas. Ele teria atuado na entrega de pontos eletrônicos e celulares adaptados para candidatos que contrataram o esquema.

Atuação do grupo

As investigações indicam que a quadrilha organizava diferentes etapas da fraude. O delegado Júlio César Pinheiro afirmou que o policial atuava diretamente na distribuição dos dispositivos eletrônicos.

Os aparelhos permitiam comunicação durante as provas sem serem identificados por detectores de metal. O grupo oferecia esse tipo de recurso como parte do serviço contratado pelos candidatos.

Prisões e envolvidos

A polícia realizou duas operações e prendeu nove pessoas suspeitas de integrar ou contratar a organização. Entre os detidos estão três policiais militares e um guarda municipal.

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O cabo investigado permanece em um presídio militar em Petrolina, no estado de Pernambuco. Ele aguarda audiência de custódia, quando a Justiça vai decidir sobre a manutenção da prisão.

O corregedor da Polícia Militar do Piauí, Newmarcos Pessoa, informou que a corporação analisará o caso. A instituição poderá abrir processo disciplinar para avaliar a permanência do policial na corporação.

Como funcionava o esquema

As investigações apontam que a quadrilha atuou em concursos do Tribunal de Contas de Pernambuco e do Tribunal de Justiça de Pernambuco, com provas aplicadas em 2025. O grupo oferecia diferentes formas de fraude, como envio de respostas, uso de dispositivos eletrônicos e substituição de candidatos por outras pessoas.

Os interessados pagavam valores que podiam chegar a R$ 70 mil. Parte do pagamento ocorria antes da prova, para custear a estrutura. O restante era cobrado após a aprovação no concurso, conforme o salário do cargo obtido. A polícia segue com as investigações para identificar outros envolvidos e entender como os candidatos acessavam o grupo criminoso.

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