Quadrilha usava ponto eletrônico e fotografias para fraudar concursos públicos (Foto: Reprodução TV Globo)
A Polícia Federal (PF) revelou detalhes de um esquema de fraude em concursos públicos, envolvendo venda de gabaritos, acesso antecipado às provas e utilização de dispositivos eletrônicos. Entre os concursos afetados está o Concurso Nacional Unificado (CNU) de 2024, mas investigações indicam atuação em certames de tribunais, bancos federais e universidades.
Informações obtidas pelo programa Fantástico, da TV Globo, incluíram áudios, documentos e dados sigilosos que apontam a atuação de uma organização criminosa estruturada, com divisão de funções e operação em diferentes estados.
De acordo com a apuração, os métodos utilizados pelo grupo incluíam:
Áudios obtidos pela PF revelam instruções detalhadas sobre como corromper agentes e violar os lacres sem deixar vestígios. Um dos investigados, Waldir Luiz de Araújo Gomes, conhecido como "Mister M", teria atuado em concursos organizados pelo CNU e posteriormente no Tribunal Regional da Paraíba (TRE-PB).
Segundo a investigação, candidatos chegaram a ser aprovados de forma irregular para cargos de alta remuneração, como auditor fiscal do trabalho, com salários iniciais superiores a R$ 22 mil.
Os valores cobrados para a fraude variavam conforme o concurso e podiam chegar a R$ 500 mil em seleções de maior prestígio e remuneração.
A Fundação Cesgranrio, responsável pela organização do CNU, emitiu nota afirmando que Waldir Luiz de Araújo Gomes não era funcionário da instituição. Segundo a banca, os malotes de prova têm lacres metálicos numerados e pré-registrados, garantindo a inviolabilidade do material, e qualquer tentativa de violação não permitiria que candidatos verificassem a integridade dos envelopes.
A Cesgranrio reforçou seu compromisso com a transparência e a segurança nos processos seletivos que organiza.
As apurações da PF avançam com mandados de prisão e busca e apreensão em estados como Alagoas, Paraíba e Pernambuco. Entre os investigados estão pessoas responsáveis por resolver provas para candidatos e intermediar o esquema.
A Polícia Federal informou que novas fases da operação não estão descartadas e que o objetivo é identificar todos os beneficiados, além de reforçar mecanismos de segurança nos concursos públicos.
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Após a homologação do resultado, o certame terá validade de dois anos, podendo ser prorrogada uma única vez por igual período.
Para concorrer, os candidatos devem atender aos requisitos de formação estabelecidos no edital, que prevê doutorado.
Os processos seletivos já estão abertos, e os requisitos variam de acordo com a função. Há posições para profissionais em início de carreira e também para candidatos com experiência e conhecimentos específicos.
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