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Cármen Lúcia afirma que o Congresso tem todo o direito de discutir a limitação de poderes do STF

A fala foi feita na noite da segunda-feira, 30 de setembro, durante o programa Roda Viva, da TV Cultura.

Isabella Lopes

01 de outubro de 2024 às 14:23   - Atualizado às 14:23

Presidente do TSE, Cármen Lúcia discursando.

Presidente do TSE, Cármen Lúcia discursando. Foto: Reprodução

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Cármen Lúcia, disse que o Congresso tem todo o direito de discutir a limitação de poderes do Supremo Tribunal Federal (STF). A afirmação foi feita na noite da segunda-feira, 30 de setembro, durante o programa Roda Viva, da TV Cultura.

"O Congresso tem todo o direito de discutir o que ele quiser. Se houver alguma decisão legislativa ou emenda constitucional que acanhe a tal ponto o Judiciário ou o STF, que praticamente acabe com autonomia do Judiciário, pode ser que isso chegue ao Supremo para que ele avalie ", disse a também ministra do STF. "Se isso vier a acontecer, acho que vai se ter desdobramento para saber se vale ou não modificar as estruturas do Judiciário."

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Sobre o impeachment de ministros do STF, a presidente TSE afirmou estar sempre atenta à fala dos 513 congressistas do País.

"São falas sérias, de 513 congressistas, cada um dos deputados e senadores que falarem eu presto atenção", declarou.

A ministra destacou a importância do STF manter-se à sua atribuição de guarda da constituição.

"Não é tarefa simples e gera desconforto e descontentamento, tem que se preocupar se tem algum comportamento que pode ter levado a esse tipo de circunstância", disse. "Temos que estar atentos a manter a via constitucional de exercer nosso papel, nos últimos anos o papel que exercemos não era de facilidade nem de agrado, inclusive com risco pessoal para muitos de nós."

Cármen Lúcia também ressaltou a importância do judiciário e dos mais de 80 milhões de processos em andamento no País.

"São milhões de pessoas que mesmo não confiando no Supremo não deixam de procurar o judiciário, que é essencial para uma vida com alguma segurança. Não é qualquer País que tem mais de dois terços da sua população em juízo."

Estadão Conteúdo 

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