Carla Zambelli ex-deputada federal Foto: Evaristo Sa/AFP
A pedido do Governo Federal, a Justiça da Itália aceitou, nesta quinta-feira, 16 de abril, o pedido de extradição da ex-deputada, no processo envolvendo porte ilegal de arma, Carla Zambelli.
A informação, divulgada pelo portal g1, é do embaixador do Brasil em Roma, Renato Mosca de Souza. Ainda cabe recurso.
O caso em questão trata do episódio ocorrido na véspera das eleições presidenciais de 2022, no segundo turno. Quando Zambelli, então deputada federal, perseguiu, armada, um homem pelas ruas do bairro Jardins, em São Paulo, após uma discussão política.
As imagens da deputada correndo com um revólver em punho levaram à abertura de investigações no Supremo Tribunal Federal (STF). E a ex-deputada foi condenada por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal or uso de arma de fogo.
Em um caso distinto, envolvendo a invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em que ela também já tinha sido condenada, a Justiça italiana já tinha decidido pela autorização da extradição.
Carla Zambelli tem cidadania italiana e deixou o Brasil em maio do ano passado, pela fronteira com a Argentina. Antes de chegar ao país europeu, ela também passou pelos Estados Unidos.
Como fugiu do país após uma condenação do Supremo Tribunal Federal, Zambelli é considerada foragida da Justiça brasileira. Por isso, o STF formalizou um pedido de extradição, assinado pelo relator do caso, ministro Alexandre de Moraes.
Zambelli permanece presa em Roma, na Itália, porque autoridades do país europeu entendem que há risco de fuga.
Brasil e Itália têm um tratado recíproco de extradição, em vigor desde 1993, e que já foi acionado dezenas de vezes desde então. O primeiro artigo do tratado determina que os dois países ficam obrigados a entregar, um ao outro, pessoas que sejam procuradas pelo outro país, seja para levar a julgamento ou para cumprir uma pena restritiva de liberdade.
Em dezembro do ano passado o STF, determinou a cassação do mandato de Carla Zambelli. Assim, revogou a decisão contrária da Câmara dos Deputados. A então deputada entregou uma carta de renúncia três dias depois.
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