Ilustração de um professor na frente do STF Foto: Reprodução/IA
O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar nesta quinta-feira (16 de abril de 2026) uma das ações mais aguardadas pelos profissionais da educação pública. Os ministros irão decidir se os docentes contratados sob regime de contrato temporário possuem o direito constitucional de receber o piso salarial nacional da categoria.
A matéria é objeto do Agravo Regimental (ARE) 1.487.739, classificado como o Tema 1308 de repercussão geral. Isso significa que a decisão tomada pela Corte hoje não afetará apenas as partes envolvidas, mas deverá ser aplicada obrigatoriamente a todos os processos semelhantes que tramitam na Justiça brasileira.
O recurso chegou ao STF após ser interposto pelo Estado de Pernambuco, que contesta uma decisão do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). O estado argumenta que a contratação temporária possui natureza precária e excepcional, o que, na visão da administração pública, não daria direito às mesmas garantias salariais dos servidores efetivos.
Por outro lado, as entidades que representam os trabalhadores, como a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e a CUT, defendem que o piso é uma garantia da categoria, independente do vínculo. Entre os principais argumentos estão:
Na última semana, o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, admitiu a participação de oito entidades como amicus curiae (amigos da corte). Essas instituições — incluindo sindicatos e confederações — fornecerão subsídios técnicos e jurídicos para enriquecer o debate antes do voto final dos ministros.
A questão central que o Supremo examinará é se a diferenciação do regime de contrato (temporário versus efetivo) é suficiente para afastar a incidência de uma lei nacional que estabelece o valor mínimo para o exercício da profissão.
O julgamento está alinhado a dois Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU: Educação de Qualidade e Trabalho Decente. Atualmente, em locais como o Distrito Federal, os professores temporários chegam a representar 60% do contingente em sala de aula, o que demonstra a magnitude do impacto financeiro e social desta decisão para os estados e municípios brasileiros.
A sessão plenária está prevista para começar às 14h30, com transmissão ao vivo pela TV Justiça e pelo canal oficial do STF no YouTube. O ARE 1.487.739 consta como o primeiro item da pauta.
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Também foi determinado que a empresa custeie integralmente os tratamentos psicológicos e psiquiátricos da mulher até sua alta definitiva.
Em comum, os expositores disseram que os acordos com empresas de apostas foram celebrados tendo como base as regras em vigor à época.
O ministro disse ter ficado convencido, na ocasião, de que as apostas online são "um problema de saúde pública". Ele ainda afirmou ter formado "a percepção de que as bets devem ser banidas".
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