Para ser eleito, o candidato precisa reunir no mínimo 41 votos, de 81 senadores.
01 de fevereiro de 2025 às 15:23 - Atualizado às 15:51
Votação para novo presidente do Senado Foto: Senado
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), iniciou neste sábado, 1º, o processo de votação que irá definir seu sucessor. São candidatos os senadores Davi Alcolumbre (União-AP), Eduardo Girão (Novo-CE) e Marcos Pontes (PL-SP).
Os senadores irão escolher o próximo presidente da Casa Alta de forma secreta. A votação é feita em cédulas de papel, que são rubricadas pela presidência do Senado. Os parlamentares escolhem seu candidato e depositam a cédula na urna. Em seguida, assinam uma lista de votação.
Para ser eleito, o candidato precisa reunir no mínimo 41 votos, de 81 senadores. Alcolumbre é o franco favorito a ser eleito para a presidência do Senado nos próximos dois anos. A se confirmar o resultado, será a segunda vez que o senador ocupará o cargo - ele foi presidente da Casa de 2019 a 2021, no início do governo de Jair Bolsonaro.
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) apresentou uma questão de ordem para que a votação para a presidência do Senado seja aberta, e não secreta, como tradicionalmente é feita. O objetivo do senador é tentar constranger parlamentares que devem votar em Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), o favorito no pleito Além de Girão e Alcolumbre, também pleiteiam a presidência do Senado os senadores Marcos do Val (Podemos-ES), Marcos Pontes (PL-SP) e Soraya Thronicke (Podemos-MS).
Girão argumentou que a Constituição não prevê expressamente o voto secreto - e que, em casos assim, o princípio da transparência deveria prevalecer. As votações para as Mesas Diretoras da Câmara e do Senado, no entanto, são realizadas de forma secreta tradicionalmente.
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse que responderia sobre a questão de ordem ainda neste sábado, 1º, antes do início da votação. A tendência é que seja rejeitada.
Sabendo desse cenário, Girão pediu que os parlamentares exponham publicamente seus votos, como aconteceu em 2019, por exemplo, quando Alcolumbre se beneficiou dessa manobra quando disputou o cargo contra Renan Calheiros (MDB-AL).
Estadão Conteúdo
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