Entre os documentos enviados a PF estariam capturas de tela de conversas que indicariam uma suposta tentativa de pagamento de R$ 70 mil para que a vítima permanecesse em silêncio.
Alfredo Gaspar e Flávio Bolsonaro. Foto: Divulgação
O deputado federal Alfredo Gaspar (PL), anunciado nesta quarta-feira, 5 de agosto, como candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), volta ao centro do debate político por causa de acusações feitas anteriormente pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) e pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS).
Os dois parlamentares afirmaram que Alfredo Gaspar teria cometido um crime de estupro contra um adolescente há cerca de oito anos e que também teria ocorrido uma tentativa de compra de silêncio da suposta vítima. O deputado nega todas as acusações.
O anúncio da candidatura de Alfredo Gaspar ocorreu no mesmo dia em que Flávio Bolsonaro confirmou oficialmente a composição da chapa para disputar a Presidência da República. A escolha do parlamentar, que ganhou projeção nacional por atuar como relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do INSS.
Segundo Lindbergh Farias e Soraya Thronicke, o caso teria ocorrido há aproximadamente oito anos. De acordo com a versão apresentada pelos parlamentares, Alfredo Gaspar teria estuprado um adolescente de 13 anos, que, conforme as acusações, teria engravidado em decorrência do abuso.
Os dois parlamentares também informaram que encaminharam à Polícia Federal materiais que, segundo eles, sustentariam a denúncia. Entre os documentos enviados estariam capturas de tela de conversas que indicariam uma suposta tentativa de pagamento de R$ 70 mil para que a vítima permanecesse em silêncio sobre o caso.
Em resposta às acusações, o deputado federal afirmou que os dois parlamentares utilizam um episódio antigo relacionado ao seu ambiente familiar para construir uma narrativa que, segundo ele, não possui qualquer relação com as acusações divulgadas.
Alfredo Gaspar declarou que Lindbergh Farias e Soraya Thronicke "tentam distorcer um fato antigo e familiar, sem qualquer ligação com as acusações absurdas que foram levantadas". O parlamentar também classificou as denúncias como "vis, falsas e absolutamente irresponsáveis". Até o momento, o deputado mantém a posição de que as acusações não correspondem aos fatos e reafirma que não praticou os crimes apontados pelos parlamentares.
3
08:12, 05 Out
26
°c
Fonte: OpenWeather
Presidente do tribunal, Kassio Nunes Marques, afirmou que fluxo de dados acima do normal provocou atraso de cerca de uma hora.
A eleição presidencial é decidida em segundo turno quando nenhum candidato obtém mais da metade dos votos válidos no primeiro turno.
O resultado foi confirmado durante a apuração da Justiça Eleitoral. Com 98,16% das urnas totalizadas, Raquel registrava 53,28% dos votos válidos, enquanto João Campos tinha 44,78%.
mais notícias
+