Senador Marcos do val e Alexandre de Moraes Foto: Arte/Portal de Prefeitura
O senador Marcos do Val (Podemos-ES) usou seu discurso na disputa pela presidência do Senado para atacar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Disse que o ministro promove "a maior perseguição política da história". Chegou a se irritar com alguns parlamentares que, durante seu discurso, deram risada e os criticou. Ao fim de sua fala, retirou sua candidatura.
"A maior perseguição política da história partindo de um único ministro, infelizmente com a conivência da Mesa do Senado que estava, sou o único senador da história que enquanto exerce o mandato está censurado, com redes sociais bloqueadas, salários bloqueados, multas de R$ 50 milhões e multa de R$ 50 mil para cada vez em que estiver nessa tribuna", disse do Val.
O senador, que é candidato à presidência do Senado, afirmou que o atual presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), nada fez sobre o assunto nos últimos dois anos de seu segundo mandato.
"O que fez a atual presidência do Senado nesses últimos dois anos concretamente? Nada. Mesmo sabendo que eu estava (apenas) fiscalizando outros Poderes", declarou.
"Tem muita coisa que vai aparecer sobre o 8 de janeiro. A ilegalidade do ministro Alexandre de Moraes nos últimos tempos tem enfrentado desafios que testam os limites da democracia e das instituições. Mas a democracia não pode ser seletiva, em que uns têm voz e outros são silenciados. Aqui estou", afirmou.
Do Val disse, ainda, acreditar que o Brasil não vive uma democracia por causa das investigações conduzidas por Moraes e por causa de suas decisões.
"Um único ministro determinou a invasão de um outro Poder. Parem e pensem na democracia em que não estamos. Está aqui um senador censurado. Parem de falar que estamos em uma democracia. Que hipocrisia", afirmou.
Marcos do Val protagonizou outro momento inusitado ao expor no púlpito do Senado decisões de Moraes que, no seu entendimento, violam suas garantias parlamentares.
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Dos 32 senadores que tentaram a reeleição em 2026, 14 conseguiram um novo mandato. Os outros 18 não foram reeleitos. Com isso, 40 das 54 cadeiras em disputa serão ocupadas por novos senadores a partir de 2027.
Com a eleição, Marília se torna a segunda mulher a conquistar uma vaga no Senado Federal pela história do estado.
Os candidatos integraram a mesma aliança, a Frente Popular de Pernambuco. A estratégia garantiu a eleição de ambos, que se juntarão à senadora Teresa Leitão (PT) em Brasília.
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