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Romeu Zema critica Bolsa Família e pretende rever programa: 'não vou pagar auxílio para marmanjões'

O ex-governador afirmou que há vagas disponíveis no mercado de trabalho formal, mas que parte dos beneficiários prefere não aceitá-las.

05 de maio de 2026 às 15:39   - Atualizado às 15:45

Romeu Zema.

Romeu Zema. Foto: Reprodução / X

O pré-candidato ao Planalto e ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou neste último domingo, 3 de maio, que pretende rever o Bolsa Família caso chegue à Presidência da República. Durante entrevista ao programa Canal Livre, da Band, ele criticou o modelo atual do benefício e fez declarações sobre o perfil de parte dos beneficiários.

“Bolsa Família e programas sociais são importantíssimos. Nós vamos manter para quem precisa. Sabemos que tem muita fraude, que eu vou combater. E também não vou pagar auxílio do governo, Bolsa Família, para os marmanjões, que é o que mais está crescendo no Brasil. Nós estamos criando uma geração de imprestáveis”, disse o pré-candidato.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Ainda na mesma entrevista, o ex-governador afirmou que há vagas disponíveis no mercado de trabalho formal, mas que parte dos beneficiários prefere não aceitá-las.

“Há vagas com carteira assinada, e marmanjão fica em casa, nas redes sociais, na Netflix, e prefere receber o auxílio governamental, não estuda, não trabalha, vive às custas do governo, e de vez em quando, faz um bico para complementar a renda”, completou Zema.

Proposta inclui exigência de aceitação de emprego Ao comentar possíveis mudanças no programa, Zema sugeriu que beneficiários possam ser obrigados a aceitar propostas de trabalho para manter o acesso ao benefício.

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Segundo ele, a ideia seria apresentar oportunidades de emprego, permitindo apenas uma recusa. O ex-governador também criticou o que chamou de incentivo à informalidade, afirmando que o modelo atual pode perpetuar situações de baixa qualificação profissional.

“Hoje nós temos um incentivo a essa informalidade, à perpetuação desta situação, em que o pai já viveu assim e o filho está aprendendo a viver. Ele ganha com os bicos mais R$ 1.000, não tem nenhum compromisso com horário e aprendizado. Daqui a 10 ou 15 anos, ele continuará totalmente desqualificado como está hoje”, destacaou o ex-governador.

Declarações sobre trabalho de jovens geram repercussão As falas de Zema ocorrem após repercussão de outra declaração feita na última sexta-feira, durante participação em um podcast, quando afirmou que crianças poderiam “ajudar” em atividades consideradas simples.

A fala gerou críticas nas redes sociais. Em resposta, o ex-governador defendeu a ampliação de oportunidades para jovens, destacando a importância do trabalho com proteção legal.

“Educação e trabalho digno são o que formam caráter, disciplina e futuro. No Brasil, isso já é permitido a partir dos 14 anos como aprendiz, mas precisamos ampliar essas oportunidades com proteção, sem atrapalhar a escola, como já acontece em muitos países desenvolvidos. Agora, vamos falar a realidade aqui: milhões de jovens já trabalham hoje na informalidade, sem regra e nenhuma proteção”, afirmou Zema.

 

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