"Tenta naturalizar a exploração de crianças", diz Jones Manoel após Zema defender trabalho infantil Foto: Rebecca Buzato e Divulgação
O pré-candidato a deputado federal Jones Manoel (PSOL) não poupou críticas ao ex-governador Romeu Zema (NOVO) após declarações que sugeriam a flexibilização do trabalho infantil no Brasil.
"É uma fala que tem um alvo direcionado, é uma fala que tenta naturalizar a exploração infantil de crianças pobres, de crianças da classe trabalhadora"
Ainda em entrevista ao Metropoles, Jones classificou o discurso de Zema como "odioso" e uma tentativa direta de legitimar a exploração da infância da classe trabalhadora sob a justificativa da "formação de caráter".
"É uma fala absurda, é uma fala odiosa, que ao invés de colocar no centro do debate político, a erradicação da exploração infantil naturaliza e e legitima isso"
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Utilizando sua própria trajetória como contraponto, o pré-candidato rebateu a fala com dureza, relembrando que, aos 13 anos, trabalhava vendendo jornais nos semáforos de Boa Viagem, no Recife, para sobreviver.
Para o comunista, o discurso de Zema ignora o abismo social brasileiro: enquanto filhos da elite aprendem idiomas e tecnologia, os filhos dos pobres são empurrados para trabalhos degradantes.
"A gente sabe muito bem que os filhos da classe média, que os filhos da elite não vão fazer trabalhos degradantes da infância, né? Vão estar estudando, vão estar brincando, fazendo curso de inglês, fazendo curso de francês, aprendendo desde cedo a mexer com computador, as novas tecnologias e por aí vai."
A polêmica teve início quando Zema, em participação a um podcast, comparou a realidade brasileira ao modelo estadunidense, citando crianças que entregam jornais como um exemplo positivo de disciplina.
"A esquerda criou essa noção de que trabalhar prejudica a criança", afirmou o ex-governador, defendendo que o trabalho precoce seria uma solução para o futuro dos jovens.
Após a repercussão negativa, Zema tentou ajustar o tom, afirmando que se referia ao programa Jovem Aprendiz e ao trabalho de adolescentes.
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Segundo o processo, o homem também desobedeceu ordem direta dos mesários para não ingressar na cabine portando telefone celular.
Reclamantes afirmam que o longa, com data de estreia prevista para setembro, a um mês do pleito, configura propaganda eleitoral dissimulada e propaganda antecipada.
Durante a reunião, a governadora relatou que já teve algumas conversas com o governo federal sobre o tema e que haverá uma reunião do setor produtivo.
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