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Jones Manoel: "João Campos vive de gastar com propagandas e massacrar os funcionários públicos"

A declaração foi feita em publicação no Instagram, onde o militante comunista critica a gestão do prefeito do Recife.

Cami Cardoso

14 de março de 2026 às 14:45   - Atualizado às 15:20

Jones Manoel: "João Campos vive de gastar com propagandas e massacrar os funcionários públicos"

Jones Manoel: "João Campos vive de gastar com propagandas e massacrar os funcionários públicos" Foto: Reprodução

O militante comunista e pré-candidato a deputado federal Jones Manoel criticou a gestão do prefeito do Recife, João Campos, ao comentar a situação de trabalhadores do programa Academia da Cidade.

Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que o gestor municipal “vive de gastar com propagandas e massacrar os funcionários públicos”.

Segundo Jones Manoel, o programa Academia da Cidade é uma iniciativa histórica da capital pernambucana e referência nacional na promoção de atividades físicas e saúde preventiva.

Apesar disso, ele afirma que os profissionais que atuam nas unidades enfrentam condições de trabalho precárias e falta de valorização por parte da administração municipal.

Na publicação, o militante apontou que professores e professoras trabalham sob salários baixos, além de enfrentarem insegurança e problemas de infraestrutura nas unidades.

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Jones também criticou a ausência de pagamento de adicional de insalubridade, a necessidade de realização de novos concursos públicos e a demanda por um terceiro profissional em cada unidade do programa.

Ainda segundo Jones Manoel, enquanto o programa é frequentemente utilizado em peças de divulgação institucional da prefeitura, os trabalhadores não recebem o reconhecimento necessário.

"Academia da cidade é um programa histórico de Recife e exemplo para todo Brasil. O prefeito João Campos adora usar o programa na sua propaganda, mas não valoriza a Academia da cidade e seus trabalhadores. Os professores e professoras vivem sob uma situação precária, com salários baixos, insegurança, falta de infraestrutura adequada. João Campos e o PSB têm negado a esses profissionais o direito ao pagamento de insalubridade, a necessidade de novos concursos e a garantia de um terceiro profissional em cada unidade. O prefeito João Campos vive de gastar com propagandas e, em paralelo, massacrar os funcionários públicos e precarizar programas históricos como a Academia da cidade."

Cítica privatização de parques

Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele afirmou que o modelo estaria promovendo a exclusão gradual da população e transformando espaços públicos em áreas voltadas à exploração privada.  Segundo Jones Manoel, a concessão de parques à iniciativa privada tem alterado o caráter desses espaços, que antes seriam de acesso livre à comunidade.

“Agora que o parque foi privatizado, várias atividades passaram a ser pagas”, declarou.

Falta de manutenção é apontada após privatização

Na gravação, o influenciador afirma que a privatização não resultou em melhorias na infraestrutura. Ele cita bancos quebrados, brinquedos deteriorados, falta de pintura, limpeza inadequada e ausência de manutenção como exemplos do que classifica como abandono.

De acordo com Jones Manoel, as imagens exibidas no vídeo reforçariam que o modelo de concessão não trouxe benefícios visíveis à população. Para ele, a principal mudança foi a presença constante de propaganda comercial dentro dos parques.

Críticas ao uso de espaços públicos para publicidade

Outro ponto destacado pelo historiador é o que chama de “transformação dos parques em vitrines publicitárias”. Ele afirma que marcas e empresas passaram a ocupar visualmente os espaços, descaracterizando a função pública das áreas de lazer.

Na avaliação do influenciador, a cidade estaria sendo tratada como um “negócio”, em que parques e praças deixam de cumprir papel social e passam a servir à lógica de acumulação privada.

Debate sobre privatização e acesso à cidade

A crítica de Jones Manoel se insere em um debate mais amplo sobre concessões e parcerias público-privadas na gestão urbana. Defensores do modelo argumentam que a iniciativa privada pode ampliar investimentos e reduzir custos ao poder público, enquanto críticos alertam para riscos de elitização e restrição de acesso.

O influenciador afirmou que esse modelo precisa ser “combatido e derrotado”, defendendo que os espaços públicos permaneçam sob gestão estatal e voltados à população em geral.

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