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Gasolina, diesel e gás mais caros: aumento do ICMS entra em vigor em 1º de janeiro de 2026

Gasolina terá alta de 6,8% no imposto; diesel e gás de cozinha também ficam mais caros a partir de janeiro.

Portal de Prefeitura

15 de dezembro de 2025 às 19:06   - Atualizado às 19:11

etanol e gasolina em março.

etanol e gasolina em março. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A partir de 1º de janeiro de 2026, entram em vigor em todo o Brasil os novos valores do ICMS incidente sobre os combustíveis. O imposto estadual, cobrado em valor fixo por litro ou quilo, foi reajustado e deve provocar aumento nos preços da gasolina, do diesel e do gás de cozinha, com reflexos diretos no orçamento das famílias e nos custos da economia.

O maior impacto será sentido na gasolina, cuja alíquota sobe R$ 0,10 por litro, passando para R$ 1,57 — um aumento de 6,8%. Já o diesel e o biodiesel terão reajuste de R$ 0,05 por litro, alta de 4,4%. No caso do gás liquefeito de petróleo (GLP), o imposto sobe R$ 0,08 por quilo, o que representa um acréscimo médio de R$ 1,05 por botijão de 13 quilos.

Modelo mais previsível, imposto mais pesado

Desde 2022, o ICMS sobre combustíveis deixou de ser calculado como percentual do preço e passou a ser cobrado como valor fixo nacional, modelo criado para reduzir oscilações e a chamada guerra fiscal entre estados. A mudança trouxe previsibilidade, mas, na prática, o imposto passou a ter peso crescente no custo final pago pelo consumidor.

Especialistas avaliam que o problema deixou de ser o formato da cobrança e passou a ser a frequência dos reajustes. Este será o segundo aumento consecutivo do ICMS, o que reforça a tendência de repasse aos preços nas bombas, mesmo em um mercado de preços livres.

Efeito em cadeia na economia

O impacto do reajuste não se limita aos motoristas. O diesel é a base do transporte rodoviário de cargas, principal modal logístico do país. Com isso, o aumento do imposto pressiona o custo do frete e tende a se espalhar por toda a cadeia produtiva, influenciando preços de alimentos, produtos industriais e serviços.

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Desde a adoção do modelo de valor fixo, o ICMS sobre o diesel já acumula alta próxima de R$ 0,22 por litro, cerca de 23% apenas no tributo, o que ajuda a explicar a pressão contínua sobre os custos logísticos.

Impacto no bolso e na inflação

Caso o reajuste seja integralmente repassado, a expectativa é de aumento médio de R$ 0,10 por litro na gasolina, R$ 0,05 no diesel e R$ 0,08 por quilo no GLP. O efeito direto sobre a inflação tende a ser moderado, mas persistente, especialmente em um cenário de custos elevados e consumo essencial.

Entidades do setor alertam que os combustíveis seguem entre os itens com maior carga tributária do país, respondendo por mais de um terço do preço final pago pelo consumidor, o que amplia o impacto social de cada reajuste.

Com o novo ICMS em vigor, 2026 começa com mais pressão sobre as bombas  e sobre o orçamento doméstico.

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