A expectativa é que o encontro aborde temas econômicos, incluindo tarifas de importação e a retomada de parcerias comerciais, além de questões geopolíticas, como a Venezuela.
Donald Trump com o Presidente Lula. Foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarca na próxima quarta-feira (6) para Washington, onde terá um encontro oficial com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, marcado para quinta-feira (7).
A reunião é tratada pela diplomacia brasileira como um passo importante para reaproximar os dois países após um período recente de tensões e incertezas comerciais.
A expectativa é que o encontro aborde temas econômicos, incluindo tarifas de importação e a retomada de parcerias comerciais, além de questões geopolíticas.
Entre os assuntos previstos estão a situação na Venezuela e possíveis cooperações em áreas estratégicas, como minerais críticos e terras raras.
A reunião ocorre após um episódio de atrito diplomático envolvendo a prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem, que levou a medidas de reciprocidade entre os dois países, com a retirada de credenciais de autoridades.
Apesar disso, houve sinais recentes de distensão, quando o presidente brasileiro manifestou solidariedade a Trump após um atentado ocorrido na semana passada em Washington, gesto interpretado como tentativa de reduzir tensões.
A viagem também é resultado de um processo de aproximação iniciado em janeiro de 2026, quando Lula e Trump mantiveram uma conversa telefônica de cerca de 50 minutos e demonstraram interesse em um encontro presencial para tratar diretamente das divergências, em uma conversa que o brasileiro definiu como necessária “olho no olho”.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou no dia 23 de abril, que pretende levar jabuticaba e maracujá como presente ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o objetivo de “acalmar” o líder norte-americano.
A declaração foi feita durante visita à sede da Embrapa, em Planaltina, no Distrito Federal, em um evento voltado à valorização do conhecimento científico e à expansão da agricultura brasileira por meio das pesquisas da instituição.
Durante o discurso, Lula falava sobre o potencial das frutas brasileiras e a possibilidade de cultivo em outras regiões do mundo. Foi nesse contexto que mencionou a intenção de presentear líderes internacionais com espécies típicas do Brasil.
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