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Bolsonaro: "Não acredito nessa historinha de golpe. Moraes está criando narrativas"

O ex-presidente também pediu para o ministro do STF parar de "perseguir as pessoas por interesse pessoal".

Everthon Santos

24 de novembro de 2024 às 10:05   - Atualizado às 10:05

Jair Bolsonaro e Alexandre de Moraes.

Jair Bolsonaro e Alexandre de Moraes. Foto: Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro classificou como "historinha" o inquérito que investiga tentativa de golpe de Estado. A Polícia Federal indiciou na última quinta-feira (21) Bolsonaro e ex-integrantes de seu governo pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa. O ex-presidente alegou perseguição.

"Não acredito nessa historinha de golpe. Ninguém viu, sequer, um soldado na rua, ninguém sendo preso, nada. Obviamente, o Alexandre de Moraes (ministro do Supremo Tribunal Federal) inventando narrativas, com sua Polícia Federal bastante criativa", declarou em conversa com apoiadores em Alagoas neste sábado, 23.

Bolsonaro também disse que há "estardalhaços" sobre as informações já identificadas pelo inquirido.

"Vai plantar batata pelo amor de Deus, deixa de querer perseguir as pessoas por interesse pessoal", afirmou.

A investigação foi iniciada no ano passado e concluída dois dias após a Polícia Federal (PF) prender quatro militares e um policial federal acusados de tentar assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes, do STF.

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Sobre a operação

As informações constam no relatório de inteligência da Operação Contragolpe, deflagrada no dia 19 de novembro, para prender cinco militares que pretendiam impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no final do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Conforme as investigações, os acusados executaram uma operação clandestina identificada como Copa 2022 no dia 15 de dezembro de 2022, três dias após a cerimônia na qual o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que era presidido por Moraes, ter diplomado Lula e Geraldo Alckmin na condição de presidente e vice eleitos nas eleições de outubro daquele ano.

Para não deixar rastros, os membros da operação usaram linhas telefônicas de terceiros e os codinomes Alemanha, Argentina, Áustria, Brasil, Japão e Gana para serem usados durante a comunicação, que foi realizada por meio do aplicativo Signal, cujo conteúdo é criptografado.

Após analisar as mensagens apreendidas durante a investigação e com análise da localização dos aparelhos celulares, a PF concluiu que é "plenamente plausível" que a residência funcional de Alexandre de Moraes tenha sido monitorada por um dos investigados.

Lula e Alckmin 

Na mesma investigação, a PF indica que os investigados tinham um plano para assassinar Lula e Alckmin. Nesta data, Lula estava em São Paulo, participando de um evento com catadores de materiais recicláveis. Alckmin se reunia com governadores em um hotel em Brasília.

Com informações do Estadão Conteúdo

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