Deputada Duda Salabert protocola projeto de lei para proibir venda de Cola Rato no Brasil. Foto: Divulgação
A deputada federal Duda Salabert (PSOL-MG) protocolou um projeto de lei para proibir a comercialização da fita cola-rato em todo o Brasil.
A parlamentar utilizou suas redes sociais na última terça-feira, 14 de abril, para detalhar os motivos da iniciativa. Ela defende que esse método de captura causa um sofrimento extremo e prolongado aos animais, além de oferecer riscos reais para a saúde da população.
Duda Salabert explica que a armadilha funciona por meio de uma superfície adesiva extremamente forte. O dispositivo prende o roedor assim que o animal pisa na fita, fazendo ele ficar imobilizado por longos períodos.
A parlamentar afirma que os ratos agonizam por horas e, em alguns casos, por vários dias seguidos. O animal tenta se libertar de qualquer maneira e acaba sofrendo lesões gravíssimas durante o processo. A deputada relata que o roedor frequentemente arranca a própria pele no esforço para fugir da cola.
"Você conhece a fita cola rato? Essa fita é uma armadilha que prende o rato e deixa ele agonizando por horas, às vezes dias. O rato tenta fugir, se debate e acaba arrancando a própria pele até morrer de exaustão ou fome. Enquanto não morre, o rato continua urinando e defecando no lugar porque está preso nessa fita. Ou seja, além da crueldade, vira também um foco de contaminação de doença", disse Duda Salabert.
A deputada classifica o uso desse equipamento como uma forma de tortura que a sociedade não deve mais aceitar. Ela busca sensibilizar os outros deputados e a população sobre a necessidade de métodos mais humanos para o controle de pragas nas cidades brasileiras.
A parlamentar também apontou um problema sanitário grave. O rato permanece vivo por muito tempo sobre a fita adesiva e continua suas funções biológicas normais. O animal urina e defeca constantemente no mesmo local onde está preso. A proposta também alerta para o perigo que o equipamento representa para outras espécies de animais.
"Essas armadilhas que são vendidas no supermercado não escolhem a espécie. Prendem aves, filhotes de gato e é muito comum, pasmem, para matar pombos. Quando uma cidade está tomada por ratos, a culpa não é dos animais, é do poder público que falhou no básico, na coleta de lixo, saneamento básico, drenagem e cuidado urbano", destacou.
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