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Deputada do PSOL protocola projeto de lei para proibir venda de "Cola-Rato" no Brasil

A parlamentar afirma que os roedores agonizam por horas e, em alguns casos, por vários dias seguidos.

Redação

17 de abril de 2026 às 10:43   - Atualizado às 10:45

Deputada Duda Salabert protocola projeto de lei para proibir venda de Cola Rato no Brasil.

Deputada Duda Salabert protocola projeto de lei para proibir venda de Cola Rato no Brasil. Foto: Divulgação

A deputada federal Duda Salabert (PSOL-MG) protocolou um projeto de lei para proibir a comercialização da fita cola-rato em todo o Brasil.

A parlamentar utilizou suas redes sociais na última terça-feira, 14 de abril, para detalhar os motivos da iniciativa. Ela defende que esse método de captura causa um sofrimento extremo e prolongado aos animais, além de oferecer riscos reais para a saúde da população.

Duda Salabert explica que a armadilha funciona por meio de uma superfície adesiva extremamente forte. O dispositivo prende o roedor assim que o animal pisa na fita, fazendo ele ficar imobilizado por longos períodos.

A parlamentar afirma que os ratos agonizam por horas e, em alguns casos, por vários dias seguidos. O animal tenta se libertar de qualquer maneira e acaba sofrendo lesões gravíssimas durante o processo. A deputada relata que o roedor frequentemente arranca a própria pele no esforço para fugir da cola.

"Você conhece a fita cola rato? Essa fita é uma armadilha que prende o rato e deixa ele agonizando por horas, às vezes dias. O rato tenta fugir, se debate e acaba arrancando a própria pele até morrer de exaustão ou fome. Enquanto não morre, o rato continua urinando e defecando no lugar porque está preso nessa fita. Ou seja, além da crueldade, vira também um foco de contaminação de doença", disse Duda Salabert.

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A deputada classifica o uso desse equipamento como uma forma de tortura que a sociedade não deve mais aceitar. Ela busca sensibilizar os outros deputados e a população sobre a necessidade de métodos mais humanos para o controle de pragas nas cidades brasileiras.

A parlamentar também apontou um problema sanitário grave. O rato permanece vivo por muito tempo sobre a fita adesiva e continua suas funções biológicas normais. O animal urina e defeca constantemente no mesmo local onde está preso. A proposta também alerta para o perigo que o equipamento representa para outras espécies de animais. 

"Essas armadilhas que são vendidas no supermercado não escolhem a espécie. Prendem aves, filhotes de gato e é muito comum, pasmem, para matar pombos. Quando uma cidade está tomada por ratos, a culpa não é dos animais, é do poder público que falhou no básico, na coleta de lixo, saneamento básico, drenagem e cuidado urbano", destacou.

 

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