Pernambuco, 03 de Agosto de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Lula afirma que quarto mandato não será ''paz e amor'' e defende postura mais incisiva: ''porreta''

A declaração foi feita durante a convenção nacional do Partido dos Trabalhadores, realizada em São Paulo, evento que oficializou sua candidatura à reeleição nas eleições de 2026

Romildo Lacerda

03 de agosto de 2026 às 18:43   - Atualizado às 18:44

Presidente Lula em convenção do PT em São Paulo

Presidente Lula em convenção do PT em São Paulo Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, no domingo, 2 de agosto, que pretende adotar uma postura mais incisiva caso seja reeleito para um quarto mandato à frente da Presidência da República.

A declaração foi feita durante a convenção nacional do Partido dos Trabalhadores, realizada em São Paulo, evento que oficializou sua candidatura à reeleição nas eleições de 2026.

Ao discursar para dirigentes e militantes da legenda, Lula fez uma reflexão sobre sua trajetória política e afirmou que pretende utilizar a experiência acumulada ao longo de seus mandatos para conduzir um novo governo.

O presidente também destacou a importância de ampliar as políticas públicas e promover mudanças que, segundo ele, exigirão uma atuação mais determinada.

Eu leio o passado para não errar no futuro. Hoje eu digo para todos e digo para vocês sem medo de errar. Peguem a história do Brasil a partir da proclamação. A história de Marechal [Deodoro da Fonseca] e de todos ate aqui. E veja quantos fizeram política de inclusão social. Neste quarto mandato não quero o Lulinha paz e amor, quero o Lulinha porreta. É hora de dar um salto de qualidade'', discursou.

Veja Também

Ampliação de políticas públicas e sucessão política

Em outro trecho do pronunciamento, Lula afirmou que pretende ampliar o alcance das ações do governo e disse que deseja ir além de programas sociais que marcaram suas administrações anteriores. Segundo o presidente, um eventual novo mandato exigirá mais ousadia para promover transformações no país.

Eu quero todo mundo eleito, porque vai ter que ter briga democrática para a gente dar uma mudada desse país. Eu não quero ser mais o presidente só do Bolsa Família. Só do Brasil Sorridente. É preciso mais, mais e mais. É preciso ser mais. E esse ser mais a gente vai ter que mudar de comportamento. A gente vai ter que ser mais ousado'', afirmou.

Ao abordar o futuro do partido, Lula também mencionou sua idade, atualmente de 80 anos, e sinalizou que o PT precisa preparar novas lideranças para os próximos anos.

Entre os nomes citados pelo presidente estão o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, que disputa o governo de São Paulo, e o governador do Piauí, Rafael Fonteles, apontados como quadros com potencial para dar continuidade ao projeto político da legenda.

Dirigindo-se diretamente a Haddad, Lula projetou um cenário para o futuro da política nacional e afirmou:

Agora é hora de pensar nesse país. Qual é o país do futuro que eu vou entregar, quando você, Haddad, depois de governar São Paulo por oito anos, estiver sendo Presidente da República?'', disse.


 

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

19:46, 03 Ago

Imagem Clima

24

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Veículos adaptados para PCD.
Decisão

STF invalida regulamentação que restringia benefício fiscal para compra de veículos por PcD

Por unanimidade, plenário entendeu restrição é inconstitucional e que a medida não vai causar transtorno fiscal.

Lula e Milei
Declaração

Javier Milei, presidente da Argentina, volta a fazer acusações contra Lula: 'é um ladrão e corrupto'

o líder argentino ainda completou dizendo, ''ele foi solto por uma falha administrativa no procedimento, não por ser inocente'', afirmou.

Relatório que envolvia Lulinha e ex-ministros de Lula e Bolsonaro é rejeitado pela CPMI do INSS
Vídeo

PF pede abertura de terceiro inquérito contra Lulinha por suspeita de tráfico de influência

A nova investigação apura suspeitas de possíveis favorecimentos a empresas parceiras dele dentro do governo federal.

mais notícias

+

Newsletter