Lula e Milei Foto: Agência Brasil/Reprodução redes sociais
O presidente da Argentina, Javier Milei, voltou a fazer declarações contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), intensificando a tensão diplomática entre os dois países.
Em entrevista concedida no domingo, 2 de agosto, à emissora argentina LN+, o líder argentino repetiu acusações contra o chefe do Executivo brasileiro, sem apresentar evidências para sustentá-las.
Durante a conversa, Milei reafirmou as declarações que já havia feito na semana anterior, quando participou, em São Paulo, do evento que oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. Na ocasião, suas falas provocaram reações do governo brasileiro e desencadearam um novo atrito entre Brasília e Buenos Aires.
Ele é um ladrão, é um corrupto, foi condenado por roubo e corrupção, esteve preso, por isso também é verdade chamá-lo de presidiário. E não só isso: ele foi solto por uma falha administrativa no procedimento, não por ser inocente'', declarou.
Ao ser questionado sobre o conteúdo de suas declarações, o presidente argentino voltou a defender sua posição.
A pergunta é: eu menti? ", afirmou Milei ao comentar o episódio envolvendo as críticas dirigidas a Lula.
As declarações do presidente argentino motivaram uma resposta oficial do governo brasileiro. O Itamaraty convocou o embaixador da Argentina em Brasília para manifestar repúdio às falas de Milei e solicitar esclarecimentos sobre as críticas dirigidas tanto ao presidente Lula quanto ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
Em resposta, o governo argentino também convocou o embaixador do Brasil em Buenos Aires para consultas, citando as declarações do presidente argentino que deram origem ao impasse diplomático.
Ao longo da última semana, integrantes do governo argentino buscaram reduzir a temperatura da crise. O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, afirmou que Buenos Aires não pretende romper relações com o Brasil, principal parceiro comercial do país na América do Sul.
Apesar das tentativas de distensão, Milei voltou a acusar, sem apresentar provas, o presidente brasileiro de promover "interferência política" na Argentina e em outros países da região, reafirmando críticas semelhantes às feitas anteriormente. As informações foram divulgadas pela agência AFP.
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