Relatório que envolvia Lulinha e ex-ministros de Lula e Bolsonaro é rejeitado pela CPMI do INSS Foto: Reprodução
A Polícia Federal (PF) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um terceiro inquérito contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) (assista o vídeo abaixo).
A solicitação foi apresentada na semana passada e deverá ser distribuída a um ministro relator.
A nova investigação apura suspeitas de tráfico de influência envolvendo Lulinha e possíveis favorecimentos a empresas parceiras dele dentro do governo federal.
O advogado Marco Aurélio Carvalho, que representa Lulinha, criticou a abertura de novas apurações. “estão fazendo uma espécie de ‘melhor de 3’. Uma piada”, afirmou.
A segunda investigação instaurada contra o filho do presidente tem como foco a empresa 3Structure It LTDA, do setor de tecnologia.
Segundo informações do Portal da Transparência, a companhia possui contratos atualmente vigentes com o governo federal que somam R$ 55.721.051,62. Também foram registrados repasses de R$ 49 milhões, conforme informações divulgadas pela CNN.
Na semana passada, a PF solicitou e o ministro André Mendonça autorizou a abertura de dois inquéritos contra Lulinha. As apurações tratam, em tese, de crimes de tráfico de influência e corrupção. Uma delas envolve o Ministério da Saúde, enquanto a outra tem como alvo possíveis irregularidades relacionadas à Dataprev.
O terceiro pedido, no entanto, não foi distribuído a Mendonça e ainda deverá ser encaminhado a um relator no STF.
A primeira investigação envolvendo Lulinha trata da regulamentação de produtos medicinais à base de cannabis e da atuação de Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Segundo a apuração, Antunes teria custeado passagens de Lulinha para viagens à Europa.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, na última quinta-feira, 30 de julho, que não utilizará a Presidência da República para beneficiar o filho Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, após a autorização para abertura de um inquérito da Polícia Federal (PF).
A declaração ocorreu durante entrevista ao podcast Inteligência Ltda., depois que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a investigação sobre suspeitas de tráfico de influência e corrupção envolvendo negócios relacionados à área de cannabis medicinal.
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