"Eu proponho, como comunicado oficial para todos os traficantes que ocupam o território brasileiro, que eles se entreguem. Aí nossa polícia não precisa matar ninguém", afirmou o candidato a presidência.
Candidato a Presidência da República, Renan Santos. Foto: Reprodução.
Durante a convenção que oficializou sua candidatura à Presidência da República pelo partido Missão, no sábado, 1º de agosto, Renan Santos explicou o slogan "Prendeu, matou" e defendeu a criação de um plano de ação coordenado para o combate ao crime organizado.
Segundo, o candidato a Presidência da República, a prioridade é que traficantes se entreguem às autoridades, evitando confrontos com os policiais.
"Eu proponho, como comunicado oficial para todos os traficantes que ocupam o território brasileiro, que eles se entreguem. Aí nossa polícia não precisa matar ninguém. Eu não gostaria de matar alguém por matar", declarou.
Renan Santos afirmou, no entanto, que a polícia deve reagir caso seja recebida a tiros pelos tranficantes.
"Agora, se alguém quiser combater de maneira armada a polícia, ele encontrará um enfrentamento devido. Não existe guerra unilateral. Nós vamos encontrar um inimigo que quer guerra. Se ele quiser se entregar, nós entregaremos ele para a cadeia, que é o que nós queremos fazer. Nós somos um país republicano", disse.
O candidato também afirmou que as forças de segurança precisam atuar com um plano de ação coordenado para enfrentar a criminalidade. Segundo ele, o Estado não pode permanecer sem uma estratégia organizada diante da violência.
"O que nós não podemos aceitar é ficar numa ficção em que um lado mata as pessoas, nós temos mais de 100 homicídios diários, e o outro não tem um plano de ação coordenado para fazer um enfrentamento", afirmou.
Ao encerrar o discurso, Renan Santos voltou a defender que a rendição dos criminosos é o melhor caminho para evitar mortes durante operações policiais.
Natural de São Paulo, Renan Santos é empresário, músico e ativista político. Tornou-se conhecido nacionalmente por integrar a fundação do Movimento Brasil Livre (MBL), grupo que ganhou destaque nas manifestações contra o governo da ex-presidente Dilma Rousseff e passou a defender pautas como liberdade econômica, redução do Estado e combate à corrupção.
Em 2025, participou da criação do partido Missão, legenda da qual se tornou o primeiro presidente após o registro oficial pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Nas eleições de 2026, disputa pela primeira vez um cargo eletivo, concorrendo à Presidência da República.
Entre as principais propostas apresentadas durante a campanha estão o fortalecimento do combate ao crime organizado, mudanças na política de segurança pública, redução da máquina estatal e investimentos em infraestrutura urbana. O candidato também defende a chamada política de "desfavelização", que, segundo ele, consiste em urbanizar comunidades por meio da ampliação do saneamento básico, do abastecimento de água e de outros serviços públicos.
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