''Farei com que o Supremo se comporte. Aparentemente nomearei quatro nomes ao STF. Nomeações republicanas com um perfil aprovado não só pelo Senado, mas pela sociedade civil'' disse o candidato
Renan Santos, candidato a presidente pelo Missão Foto: Reprodução
O candidato à Presidência da República, Renan Santos (Missão), afirmou que, caso seja eleito, pretende manter uma relação institucional com o Supremo Tribunal Federal (STF), embora defenda mudanças na composição da Corte por meio das futuras indicações ao tribunal. (Veja vídeo abaixo)
As declarações foram feitas durante entrevista coletiva concedida após a convenção que oficializou sua candidatura ao Palácio do Planalto.
Ao comentar como pretende conduzir a relação entre o Executivo e o Judiciário, Renan Santos afirmou que deixará de lado a postura adotada enquanto militante, para exercer o cargo de presidente de forma republicana.
Eu vou precisar me comportar de maneira republicana como presidente. Há um momento de ser o Renan como militante, como fui por todos esses anos, mas como presidente a ética que respondo é a da responsabilidade'', disse.
O candidato também afirmou que pretende influenciar a composição futura do STF por meio das indicações que poderá fazer durante um eventual mandato como presidente. Segundo ele, as nomeações seguiriam critérios que, em sua avaliação, deveriam contar com respaldo político e social.
Farei com que o Supremo se comporte. Aparentemente nomearei quatro nomes ao STF. Nomeações republicanas com um perfil aprovado não só pelo Senado, mas pela sociedade civil. Esse perfil vai determinar a nova maioria do STF, que será uma maioria republicana, uma maioria que não terá escritórios fazendo negócio porque haverá um código de ética. Será uma maioria que não será fã das decisões antidemocráticas e não terá interferência de demais poderes'', declarou.
Veja vídeo:
Durante a convenção, Renan Santos também direcionou críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Afirmando que considera sua candidatura a principal alternativa ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa eleitoral.
O candidato ainda voltou a defender uma proposta de endurecimento das penas para crimes contra o patrimônio e reiterou declarações anteriores nas quais afirmou defender "matar quem roubar", posicionamento que voltou a gerar repercussão durante o evento.
A convenção marcou o lançamento oficial da candidatura de Renan Santos à Presidência da República e reuniu dirigentes partidários, apoiadores e aliados políticos para o início da campanha eleitoral.
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