O candidato a presidente afirmou que acabar com o benefício seria incompatível com a realidade enfrentada por muitas famílias brasileiras que dependem do programa.
Renan Santos fala sobre o Bolsa Família. Foto: Divulgação
O candidato à Presidência da República Renan Santos, do partido Missão, afirmou que pretende manter o Bolsa Família caso seja eleito. A declaração ocorreu no domingo, 2 de agosto, durante a convenção nacional da legenda, quando o presidenciável apresentou seu posicionamento sobre programas sociais e defendeu ações voltadas ao desenvolvimento econômico, principalmente nas regiões Norte e Nordeste.
Durante o discurso, Renan Santos afirmou que reconhece a importância do Bolsa Família para famílias que vivem em localidades com poucas oportunidades de trabalho e renda. Segundo ele, muitas cidades do interior brasileiro ainda não possuem atividade econômica suficiente para garantir o sustento da população, o que faz do programa social uma fonte importante de apoio para milhares de pessoas.
Ao abordar o tema, o candidato destacou que sua proposta não prevê o fim do benefício. Ele afirmou que o governo federal precisa manter a assistência para quem necessita, ao mesmo tempo em que trabalha para ampliar as oportunidades de emprego e geração de renda.
"Tem gente que não tem condições econômicas de cuidar da sua própria família e a cidade não dispõe de atividade econômica. Quando eu circulei pelo interior do Brasil, especialmente pelo do Nordeste, pelo da região Norte, não há atividade econômica. Bolsa Família se torna o último recurso que a família tem para continuar existindo. Nós não somos pessoas cruéis, muito pelo contrário, nós vamos manter os programas sociais para essas pessoas", declarou.
Na sequência, Renan Santos afirmou que pretende direcionar esforços do governo federal para estimular o crescimento econômico em regiões que apresentam maior dependência de programas assistenciais. Segundo ele, a ampliação da atividade econômica representa um caminho para reduzir essa dependência ao longo do tempo.
O candidato defendeu que investimentos voltados ao desenvolvimento regional podem criar novas oportunidades de trabalho e fortalecer a economia local. Para ele, essa estratégia permitiria que parte da população conquistasse autonomia financeira sem retirar o suporte oferecido pelos programas sociais.
Durante o pronunciamento, Renan também relacionou a dependência de benefícios sociais ao cenário político de municípios mais pobres. Segundo o candidato, é necessário promover mudanças estruturais para ampliar a independência econômica da população.
"A questão é que haverá, por parte do governo federal, uma força ativa em levar desenvolvimento econômico, especialmente para essas regiões. A questão que a gente percebe é que a existência do Centrão e a existência da política voltada à miséria acontece nesses lugares mais pobres e que as pessoas dependem deles. Então é uma questão, inclusive, de reforma política, não apenas econômica ou humanitária. Libertar aquelas pessoas é também libertar o resto do Brasil que está fora do Bolsa Família de um jugo terrível, que é o jogo da corrupção", afirmou.
Ainda durante a convenção, Renan Santos voltou a reforçar que não pretende extinguir o Bolsa Família. O presidenciável afirmou que uma decisão desse tipo seria incompatível com a realidade enfrentada por muitas famílias brasileiras que dependem do programa para garantir necessidades básicas.
Segundo o candidato, a prioridade seria criar condições para que mais pessoas ingressem no mercado de trabalho, reduzindo gradualmente a necessidade de assistência governamental por meio do fortalecimento da economia.
"Onde tem mais pessoas vivendo do assistencialismo, mais tem político explorando elas. Nós precisamos libertar elas economicamente no momento certo. Ninguém vai ser maluco de acabar com o Bolsa Família porque isso seria apenas cruel da minha parte e eu não sou uma pessoa cruel. Ao fazer essa libertação eu vou gerar cidadãos e, gerando cidadãos, eu tenho uma democracia melhor", declarou.
2
3
4
16:25, 03 Ago
25
°c
Fonte: OpenWeather
O magistrado avaliou que as declarações de Vieira, durante entrevista em março deste ano, foram interpretadas de forma equivocada pelos autores do processo.
Pelas regras em vigor, a propaganda eleitoral só pode ser realizada a partir de 16 de agosto, após o início formal da campanha
O candidato ao governo de São Paulo frisou que, em um cenário turbulento e permeado de incertezas, "é preciso um marujo confiável e experiente".
mais notícias
+