Polícia encontra cocô de rato em paçoca durante operação em fábrica de doces clandestina. Foto: Divulgação
A Polícia Civil descobriu uma fábrica clandestina de doces em Campinas, no interior de São Paulo, na terça-feira, 25 de novembro. A operação revelou condições insalubres no espaço onde eram produzidos alimentos derivados de amendoim, como paçoca e pé de moleque.
Os agentes encontraram fezes de rato no mesmo ambiente em que funcionários manipulavam e embalavam os produtos, e um homem acabou preso em flagrante.
A investigação começou há cerca de duas semanas, quando a equipe do 9º Distrito Policial recebeu indícios de que o imóvel funcionaria como depósito de cargas roubadas. O delegado Sandro Jonasson, responsável pelo caso, explicou que essa suspeita inicial motivou o monitoramento do endereço. Em seguida, os agentes passaram a observar a movimentação no local até constatarem que uma van descarregava mercadorias.
Os policiais decidiram abordar o veículo e, ao entrar no imóvel, encontraram uma estrutura industrial montada para fabricar doces de amendoim em grande quantidade. As máquinas produziam e embalavam os itens que eram colocados à venda na Região Metropolitana de Campinas. Segundo o delegado, o espaço estava sujo e sem qualquer condição de higiene. Fezes de ratos apareciam junto aos ingredientes e às embalagens, o que colocava em risco a saúde das pessoas que consumiam os doces.
Os agentes localizaram cerca de 3 mil embalagens prontas para comercialização. Além delas, encontraram outras 10 mil unidades vazias que seriam usadas posteriormente. O proprietário relatou à polícia que vendia entre duas e quatro mil unidades de doce por semana, o que correspondia a aproximadamente três toneladas distribuídas pelo comércio da região. Ele afirmou que abastecia supermercados, atacados, bares e até cantinas escolares.
A polícia prendeu o responsável pelo espaço em flagrante. Ele deve responder por crimes contra a saúde pública e contra as relações de consumo. A audiência de custódia está marcada para esta quarta-feira (26), quando a Justiça vai decidir se o homem permanece detido ou se responderá ao processo em liberdade.
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