Ex-presidente Jair Bolsonaro. Foto: Divulgação
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou um novo recurso na sexta-feira, 23 de maio, ao Supremo Tribunal Federal (STF), para tentar suspender os depoimentos das testemunhas da ação penal que julga o ex-mandatário por tentativa de golpe de Estado.
Segundo os advogados do ex-presidente, a instrução probatória do caso está avançando na Corte sem que Bolsonaro tenha tido acesso efetivo a todas as provas da investigação, o que - de acordo com a defesa -, compromete o contraditório pleno e efetivo e o devido processo legal.
De acordo com o R7, os advogados alegam que só começaram a receber os links para download dos documentos obtidos ao longo da investigação a poucos dias do início das audiências no STF. A defesa acentua que o material probatório é muito "pesado" e que baixar todos os documentos leva muitos dias.
Os advogados ainda alegam que encontrar algo nos autos é uma tarefa muito "complexa" e um "labirinto". Eles reforçam como justificativa para o adiamento das oitivas que o sumário produzido pela Polícia Federal, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, é considerado insuficiente como guia para as pastas e arquivo.
A defesa quer mais tempo para conseguir analisar todos os documentos e, com isso, poder escolher as testemunhas e fazer perguntas de "forma adequada" e verificar se as provas foram guardadas e tratadas da forma correta.
O ex-presidente Bolsonaro já tinha solicitado, na semana passada, o adiamento das audiências, o que foi negado pelo ministro Moraes.
1
2
3
4
19:32, 30 Abr
27
°c
Fonte: OpenWeather
O processo questionou a legitimidade da presença de uma candidata que obteve apenas três votos e declarou um gasto de apenas R$ 180 para a confecção de santinhos.
O Projeto de Lei 2162/23, aprovado em dezembro do ano passado, e barrado pelo petista, beneficia o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros condenados pelos atos de 8/1.
O PL 2.162 de 2023 foi incluído como pauta única na sessão, entrando na frente de mais de 50 vetos, parciais ou totais, que aguardam na fila para análise do Parlamento.
mais notícias
+