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Defesa de Vorcaro se reúne com André Mendonça em meio à possível delação premiada

O banqueiro passou a cogitar delatar quem teve relações pessoais com ele, como políticos e juízes, após o STF formar maioria de votos para mantê-lo preso na Penitenciária Federal em Brasília, presídio de segurança máxima.

Ricardo Lélis

18 de março de 2026 às 17:46   - Atualizado às 17:46

Daniel Vorcaro após prisão.

Daniel Vorcaro após prisão. (Foto: Secretaria da Administração Penitenciária-SP)

A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro se reuniu com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator das investigações sobre as fraudes no Banco Master.

A reunião ocorreu na terça-feira (17) e foi solicitada pelo advogado José Luís Oliveira Lima, novo advogado de Vorcaro. A possibilidade de o banqueiro oferecer uma delação premiada foi citada durante a conversa com o ministro.

Na semana passada, Oliveira assumiu a defesa do banqueiro após a banca do advogado Pierpaolo Bottini, crítico de delações, deixar o caso.

A mudança sinalizou a intenção de Vorcaro de propor um acordo de delação premiada para a Polícia Federal (PF). 

Vorcaro passou a cogitar delatar quem teve relações pessoais com ele, como políticos e juízes, após o Supremo formar maioria de votos para mantê-lo preso na Penitenciária Federal em Brasília, presídio de segurança máxima.

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Após a decisão da Corte, José Luis Oliveira foi contratado pelo banqueiro. O defensor já atuou na formatação de diversos acordos de colaboração, entre eles, o do ex-presidente da construtora OAS Léo Pinheiro, um dos delatores da Operação Lava Jato. 

Prorrogação

Mais cedo, André Mendonça prorrogou o inquérito da Polícia Federal que investiga o Banco Master. 

As fraudes são apuradas pela Operação Compliance Zero, deflagrada para investigar a concessão de créditos falsos pelo banco, incluindo a tentativa de compra da instituição financeira pelo Banco de Brasília (BRB), banco público ligado ao governo do Distrito Federal.

Agência Brasil

Cunhado de Vorcaro

A unidade da Igreja Batista da Lagoinha localizada no bairro Belvedere fechou oficialmente no último domingo, 15 de março. O encerramento marca o fim de um período de grande turbulência, que envolveu questões de fé, dinheiro e investigações federais.

Conhecida por atrair empresários e influenciadores, a congregação se tornou alvo de atenção nacional após denúncias sobre movimentações financeiras suspeitas e envolvimento de figuras ligadas ao setor bancário.

O ponto de inflexão para o fechamento foi a terceira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em no início do mês de março pela Polícia Federal.

Durante a operação, o pastor e empresário Fabiano Zettel se entregou às autoridades em São Paulo, após ter a prisão preventiva decretada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.

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