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Moraes arquiva investigação sobre suposto apoio da Havan a bloqueio de estradas após vitória de Lula em 2022

O objetivo era verificar se representantes da empresa haviam permitido o uso do espaço pelos manifestantes ou oferecido algum tipo de suporte aos atos.

Ricardo Lélis

13 de agosto de 2026 às 17:27   - Atualizado às 17:27

Ministro Alexandre de Moraes e empresário Luciano Hang.

Ministro Alexandre de Moraes e empresário Luciano Hang. (Fotos: Agência Brasil e Reprodução).

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento da investigação que apurava um possível envolvimento da Havan, empresa de Luciano Hang, em manifestações antidemocráticas e no bloqueio de uma rodovia após as eleições de 2022.

A apuração teve início a partir de manifestações realizadas em 3 de novembro de 2022, nas proximidades de uma unidade da Havan localizada às margens da BR-470, em Rio do Sul (SC).

O objetivo era verificar se representantes da empresa haviam permitido o uso do espaço pelos manifestantes ou oferecido algum tipo de suporte aos atos.

De acordo com a Polícia Federal (PF), foi confirmado que os manifestantes utilizaram as dependências da Havan. As diligências realizadas durante a investigação, porém, não encontraram provas de que a empresa tivesse autorizado o uso da estrutura ou colaborado diretamente com as manifestações.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) informou que os atos defendiam pautas como intervenção militar, fechamento do STF, anulação das eleições presidenciais e prisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Naquele período, também ocorreram bloqueios de rodovias com barreiras físicas, detritos e pneus em chamas.

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Durante a apuração, foram ouvidos integrantes da empresa, entre eles a gerente da unidade de Rio do Sul e o diretor-presidente da Havan.

Ao se manifestar pelo arquivamento, a PGR afirmou que, embora tenha sido comprovada a presença dos manifestantes nas dependências da loja, não foram identificados elementos que demonstrassem participação direta de responsáveis pela Havan nos bloqueios ou nos atos investigados.

Diante da ausência de provas de envolvimento da empresa, Moraes determinou o encerramento da investigação.

Luciano Hang condenado

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC) decidiu, em outubro de 2025, condenar o empresário Luciano Hang a pagar mais R$ 33 mil ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por declarações consideradas ofensivas.

Os episódios ocorreram entre 2019 e 2020, quando Hang fez publicações e manifestações públicas com frases que, segundo o tribunal, macularam a imagem de Lula.

A ação foi movida pelos advogados Ângelo Ferraro e Miguel Novaes, que argumentaram que as manifestações do empresário ultrapassaram os limites da liberdade de expressão, configurando ataques pessoais ao presidente.

Apesar disso, em 2023, na primeira instância, a Justiça considerou improcedente o pedido de indenização por danos morais feito pela defesa do presidente, ao entender que, por se tratar de uma figura pública, Lula está sujeito a críticas.

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