Carros da Guarda Municipal do Recife Foto: Andréa Rêgo Barros/PCR
O Recife caiu 19 posições no Ranking de Competitividade dos Municípios, ocupando agora a 387ª colocação em estabilidade de segurança pública, entre 418 cidades avaliadas. Os dados, divulgados na ultima quarta-feira (27) de agosto pelo Centro de Liderança Pública (CLP), escancaram uma crise crescente na segurança da capital pernambucana — que já foi referência em estratégias urbanas de prevenção à violência.
Indicadores específicos reforçam esse cenário preocupante:
Além da queda nos índices, o déficit de efetivo na Guarda Civil Municipal agrava o quadro. O último concurso público foi realizado em 2014, com a oferta de 1.355 vagas, sob organização do extinto Instituto de Planejamento e Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico (IPAD). Desde então, nenhum novo certame foi realizado, e o número de agentes em atividade está defasado frente à demanda atual da cidade.
Atualmente, negociações para um novo edital previsto para 2025 estão em andamento entre o Sindicato dos Guardas Municipais do Recife (SINDGUARDAS) e a Prefeitura. No entanto, a falta de reposição de pessoal nos últimos 11 anos tem comprometido a capacidade operacional da corporação, principalmente em áreas de maior vulnerabilidade social.
O Recife é também a única capital do Nordeste que mantém sua Guarda Municipal desarmada, o que tem gerado intenso debate. Em abril de 2025, o município iniciou formalmente o processo de armamento, com envio de pedido de cooperação técnica à Polícia Federal para treinamento inicial do Grupo Tático de Operações.
Apesar disso, especialistas em segurança pública alertam que o armamento da guarda, por si só, não resolve os problemas estruturais da violência urbana. Estudos mostram que não há evidências consistentes de que a presença de guardas armados reduza índices de homicídios ou crimes patrimoniais.
O Recife apresenta avanços em áreas como sustentabilidade fiscal, meio ambiente e inovação, mas o desempenho em segurança pública segue em declínio. Para reverter esse quadro, é preciso investir em políticas estruturantes, que vão além do armamento simbólico e da presença ostensiva.
Entre os caminhos apontados estão:
O atual momento exige uma abordagem que una ordem pública e cidadania, com medidas que resolvam causas profundas da insegurança, como desigualdade social, abandono juvenil e desorganização territorial.
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De acordo com o comunicado, a atuação do Vórtice Ciclônico em Altos Níveis, em associação com a confluência dos ventos em baixos níveis é o responsável pela condição climática.
Ações de segurança viária serão intensificadas até o final da quarta-feira (18), para coibir comportamentos imprudentes e proporcionar mais segurança a quem vai viajar nessa época.
Quando o recurso do pagamento for próprio do município será até 30 dias úteis e quando da União ou Estado pode chegar até 60 dias úteis.
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