A decisão da 9ª Câmara de Direito Público ocorre no âmbito de ação civil pública ajuizada pela 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva, que apontou indícios de irregularidades na contratação da banca.
Professor ensinando aluno. Foto: Reprodução/Internet
A Justiça do Rio de Janeiro determinou a imediata suspensão do concurso público promovido pelo município de Magé, região metropolitana do Rio, para o preenchimento de 1,5 mil vagas para o cargo de professor da rede municipal de ensino.
A decisão da 9ª Câmara de Direito Público ocorre no âmbito de ação civil pública ajuizada pela 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Magé, que apontou indícios de irregularidades na contratação da banca organizadora, o Instituto de Avaliação Nacional (IAN), incluindo suspeitas de inidoneidade técnica e ausência de estrutura adequada para a realização do concurso.
O pedido de suspensão foi formulado em recurso interposto pelo MPRJ contra decisão de primeira instância que havia negado a liminar para interromper o concurso. A promotoria demonstrou que “o Instituto de Avaliação Nacional não possui sede física, equipe técnica, estrutura tecnológica ou funcionários, havendo fortes indícios de se tratar de uma empresa de fachada”.
Relatou, ainda, que, no decorrer do certame, foram feitas alterações nas regras do edital, como nos critérios objetivos de aprovação e nas normas de correção, em violação aos princípios da legalidade e da vinculação ao edital.
Na decisão, o desembargador escreveu que a continuidade do concurso poderia gerar insegurança jurídica e prejuízos tanto para a administração pública quanto para os candidatos.
"Com a decisão, ficam suspensas a convocação de novos candidatos do Concurso Público 01/2024, bem como a posse e a entrada daqueles já convocados”, completa a decisão.
O salário inicial de um professor da prefeitura de Magé, segundo o edital do concurso, é de R$ 2.189,45.
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Os candidatos precisam ter ensino médio completo para concorrer aos cargos. O edital exige idade mínima de 18 anos e máxima de 30 anos até a data limite de inscrição.
Nesta fase, os participantes precisam encaminhar documentos que comprovem formação e experiência. A banca utiliza esses dados para atribuir pontos extras na classificação final.
A proposta já recebeu aprovação da Câmara dos Deputados e agora aguarda a votação final. Do total de cargos, 232 são destinados a analista judiciário e 242 para técnico judiciário.
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