Ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck e Presidente Lula. Foto: Ricardo Stuckert/PR
A possibilidade de uma terceira edição do Concurso Nacional Unificado (CNU) voltou ao debate nesta semana. A ministra da Gestão e da Inovação dos Serviços Públicos, Esther Dweck, afirmou que o governo estuda a realização de um novo certame em 2027, condicionando a decisão ao cenário de 2026, ano de eleição presidencial.
Durante entrevista ao programa “Bom dia, ministra”, a titular da pasta explicou que não há previsão de realização do concurso unificado em 2026. Segundo ela, o próximo ano deve concentrar esforços na nomeação dos aprovados nas seleções já realizadas, além da análise do orçamento federal.
A ministra ressaltou que eventuais concursos avulsos também dependem da aprovação orçamentária, que definirá as condições financeiras para novas seleções no serviço público.
Mesmo sem previsão imediata, a ministra reforçou que a necessidade de reposição de pessoal permanece. De acordo com Esther Dweck, o governo federal acumulou uma perda de aproximadamente 160 mil servidores desde 2015. As duas edições já realizadas do Concurso Nacional Unificado não foram suficientes para suprir esse déficit.
Segundo a ministra, o governo mantém estudos contínuos de dimensionamento de pessoal. O objetivo é identificar as demandas específicas de cada ministério e órgão federal, garantindo quadros atualizados e em número adequado.
Ao comentar a possibilidade de um novo concurso, Esther Dweck afirmou que a continuidade da política de renovação do serviço público pode viabilizar o CNU 3. A ministra destacou que um novo certame dependerá do compromisso do próximo governo com a reposição e modernização dos quadros federais.
A ministra também apresentou detalhes sobre a segunda edição do Concurso Nacional Unificado. Segundo ela, a homologação dos resultados finais deve ocorrer entre abril e maio para cargos que não exigem curso de formação. Para os demais cargos, o prazo se estende até junho.
A estratégia do governo é homologar os resultados antes do período de três meses que antecede as eleições, o que pode permitir a posse dos aprovados ainda em 2026.
O edital da segunda edição foi publicado em junho e ofereceu 3.652 vagas para cargos de níveis médio e superior. Do total, 2.480 vagas foram imediatas e 1.172 destinadas ao cadastro de reserva. A organização ficou sob responsabilidade da Fundação Getúlio Vargas.
As oportunidades se distribuíram em nove blocos temáticos, abrangendo áreas como administração, saúde, educação, tecnologia, engenharia, justiça, defesa e cargos de nível médio.
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Após a homologação do resultado, o certame terá validade de dois anos, podendo ser prorrogada uma única vez por igual período.
Para concorrer, os candidatos devem atender aos requisitos de formação estabelecidos no edital, que prevê doutorado.
Os processos seletivos já estão abertos, e os requisitos variam de acordo com a função. Há posições para profissionais em início de carreira e também para candidatos com experiência e conhecimentos específicos.
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