Os adolescentes foram afastados da unidade escolar após a denúncia. O caso é investigado pela Polícia Civil e segue sob sigilo, com o objetivo de preservar a identidade e a proteção das vítimas.
18 de agosto de 2026 às 12:50 - Atualizado às 12:55
Cinco alunos suspeitos de envolvimento em estupros coletivos contra duas adolescentes em uma escola municipal do Cabo de Santo Agostinho. Foto: Reprodução/Google Street View
Cinco alunos suspeitos de envolvimento em estupros coletivos contra duas adolescentes em uma escola municipal do Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife, foram encaminhados para uma unidade da Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase) nesta segunda-feira, 17 de agosto.
Os adolescentes já haviam sido afastados da unidade escolar após a denúncia. O caso é investigado pela Polícia Civil e segue sob sigilo, com o objetivo de preservar a identidade e a proteção das vítimas.
A Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho informou que acompanha a apuração em conjunto com o Ministério Público e o Conselho Tutelar. Segundo a gestão municipal, também foram adotadas medidas administrativas e legais relacionadas ao caso.
O primeiro episódio envolve a denúncia de violência sexual contra duas alunas de 14 anos. Conforme as investigações mencionadas no material, os casos teriam ocorrido nos dias 4 de julho e 3 de agosto, durante o intervalo das aulas.
De acordo com a defesa, as adolescentes eram trancadas em uma sala, onde teriam sido agredidas fisicamente e ameaçadas de morte caso revelassem o que acontecia.
Após tomar conhecimento das denúncias, a gestão municipal acionou os serviços responsáveis pelo atendimento às vítimas. Um comitê intersetorial foi mobilizado para garantir acolhimento, proteção e acompanhamento especializado nas áreas psicossocial e de assistência social.
Além do afastamento dos alunos suspeitos, as autoridades responsáveis seguem com a apuração dos fatos. Por envolver adolescentes e denúncias de violência sexual, o caso é conduzido sob sigilo.
Uma segunda ocorrência foi registrada na mesma escola no dia 13 de agosto. Uma servidora da unidade teria flagrado o supervisor de pátio, que era funcionário terceirizado, exibindo conteúdo de cunho sexual para uma aluna.
A conduta foi denunciada e passou a ser investigada. Durante a oitiva realizada na própria escola, o nome do diretor da unidade também foi citado. Diante da situação, a Prefeitura determinou a demissão do funcionário terceirizado e o afastamento do gestor escolar. Também foi instaurado um procedimento administrativo para apurar eventuais responsabilidades.
A gestão municipal informou ainda que adotou as medidas necessárias para garantir a continuidade do funcionamento da escola.
Em nota, a Prefeitura repudiou qualquer forma de assédio, abuso ou violência e afirmou que pretende atuar com rigor, agilidade e responsabilidade diante de situações que possam ameaçar a integridade dos estudantes da rede municipal.
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