Mãe contesta justificativa da direção e cobra providências; Polícia Civil investiga o caso, e prefeitura encaminhou documentos para apuração administrativa.
03 de outubro de 2026 às 12:16 - Atualizado às 12:21
Segundo a mãe, a unidade informou que não havia fraldas e roupas disponíveis para trocar o menino. Foto: Arquivo pessoal
Uma criança autista de seis anos foi enviada para casa pela escola envolta em um saco plástico e com a fralda suja de fezes, em Alagoinhas, no interior da Bahia. O episódio aconteceu em 24 de setembro, na Escola Municipal de Educação Integral do Campo, e passou a ser investigado pela Polícia Civil após denúncia da família.
Segundo a mãe, Camila de Jesus Almeida, a unidade informou que não havia fraldas e roupas disponíveis para trocar o menino. Ela contesta a justificativa e afirma que esses materiais são enviados na mochila do filho.
A avó recebeu a criança em casa, após o transporte realizado em um veículo da Secretaria Municipal de Educação. Ao saber das condições em que o menino chegou, a mãe entrou em contato com a direção para pedir explicações.
De acordo com Camila, a diretora disse que havia colocado a sacola no estudante para evitar que ele sujasse o carro. A justificativa atribuída à profissional integra o relato da família sobre o ocorrido.
Camila relatou que buscou inicialmente a Secretaria Municipal de Educação, mas teria recebido a proposta de resolver o assunto internamente. Insatisfeita, registrou um boletim de ocorrência e procurou o Ministério Público da Bahia.
Após falar sobre o caso em uma rádio, a mãe foi chamada para outra reunião. Segundo ela, a secretaria sugeriu a transferência do menino para uma escola diferente.
“Propuseram que eu trocasse meu filho de escola, como se meu filho que tivesse feito algo de errado”, afirmou ao g1.
A mãe informou que não pretende levar o filho novamente à unidade enquanto a direção permanecer a mesma. Também disse à reportagem que o menino não havia recebido acompanhamento psicológico após o episódio.
Em nota, a Secretaria Municipal de Educação de Alagoinhas afirmou que ouviu a família e os profissionais envolvidos para reunir informações sobre o caso.
A pasta informou que encaminhou os relatos e documentos ao setor jurídico da prefeitura para a instauração de uma sindicância. O procedimento deverá apurar os fatos e verificar eventual responsabilidade funcional dos envolvidos.
A gestão municipal declarou ainda que acompanha a situação e adotará as providências cabíveis até a conclusão da apuração.
A Polícia Civil confirmou que a 1ª Delegacia Territorial de Alagoinhas investiga uma denúncia de constrangimento contra a criança. Segundo a corporação, diligências e depoimentos estão em andamento para esclarecer as circunstâncias do ocorrido.
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