As duas menores de idade passaram por exames periciais, e as famílias registraram boletim de ocorrência na Delegacia da Mulher. O caso também foi encaminhado ao Conselho Tutelar.
06 de agosto de 2026 às 17:52 - Atualizado às 19:02
Estudantes de 14 anos denunciam estupro coletivo em escola do Grande Recife; polícia investiga Foto: Reprodução/Google Street View
A Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) instaurou um inquérito para apurar denúncias de dois casos de estupro coletivo envolvendo duas adolescentes de 14 anos em uma escola municipal de tempo integral no bairro da Charnequinha, no Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife. As ocorrências teriam acontecido em datas diferentes e são investigadas sob sigilo.
Segundo a advogada Luanny Porto, que representa as famílias, a primeira denúncia chegou ao conhecimento dos responsáveis após uma das estudantes revelar que teria sido vítima de violência sexual dentro da unidade de ensino. A partir do relato, outra adolescente afirmou ter passado por uma situação semelhante cerca de um mês antes.

De acordo com a defesa, um dos episódios teria ocorrido durante o intervalo das aulas, quando a estudante entrou em uma sala e foi cercada por colegas. A advogada afirma que a adolescente sofreu violência sexual e agressões físicas, incluindo golpes na região dos seios.
Ainda conforme o relato, a sala estava com as janelas cobertas para a exibição de um filme. Após o ocorrido, a jovem procurou a direção da escola para comunicar o caso.
A advogada também afirmou que, no dia seguinte, a adolescente se recusou a retornar às aulas e apresentava forte abalo emocional. Depois de insistência da mãe para que fosse à escola, a estudante pediu ajuda por telefone. Ao chegar à unidade, a responsável tomou conhecimento da denúncia e buscou assistência jurídica.
As duas adolescentes passaram por exames periciais, e as famílias registraram boletim de ocorrência na Delegacia da Mulher. O caso também foi encaminhado ao Conselho Tutelar e deverá ser acompanhado pelo Ministério Público e pela rede de proteção à criança e ao adolescente.
Segundo a defesa, ambas as vítimas solicitaram transferência da escola em razão do impacto emocional provocado pelos fatos. A advogada ainda informou que familiares de um dos adolescentes apontados como envolvidos teriam procurado uma das vítimas para pedir que a denúncia fosse retirada, alegando que o episódio teria sido uma "brincadeira".
Em nota, a Polícia Civil confirmou a abertura de inquérito e informou que as investigações seguem em andamento. Por envolver adolescentes, o procedimento tramita sob sigilo, sem divulgação de detalhes para preservar as vítimas.
A Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho informou que, após tomar conhecimento das denúncias, iniciou um procedimento administrativo para apurar os fatos e adotou medidas de acolhimento às estudantes. Segundo a gestão municipal, as adolescentes recebem acompanhamento psicológico e jurídico, enquanto o caso é acompanhado em conjunto com o Ministério Público, o Conselho Tutelar e os demais órgãos competentes.
A administração municipal também afirmou que não houve omissão por parte da direção da escola ou da Secretaria de Educação e sustentou que todas as providências cabíveis foram adotadas desde que as denúncias chegaram ao conhecimento da rede de ensino.
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Durante a operação, estão sendo cumpridos 25 mandados de prisão e 17 mandados de busca e apreensão domiciliar, todos expedidos pela Vara Criminal da Comarca.
O autor da tentativa de assassinato alegou fazer uso de medicamentos controlados
Segundo a Polícia Civil de Pernambuco, a vítima registrou um boletim de ocorrência na terça-feira (4), na 2ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Prazeres.
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