Pernambuco, 02 de Maio de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Zanin recua e desiste de lacrar celulares de advogados após pressão da OAB

Ao ser questionado pela Ordem, Zanin informou que determinou a lacração dos celulares com base no poder de polícia do presidente da Primeira Turma.

Fernanda Diniz

06 de maio de 2025 às 18:35   - Atualizado às 18:52

Ministro do STF Cristiano Zanin.

Ministro do STF Cristiano Zanin. Foto: Gustavo Moreno/SCO/STF

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) comemorou nesta terça-feira, 6, a decisão do ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), de autorizar advogados a participarem da sessão com seus celulares.

A Primeira Turma do STF decide nesta terça se recebe ou não a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra os sete acusados do "núcleo de desinformação" do plano de golpe.

A OAB chegou a orientar advogados a boicotarem a sessão se a ordem para entregar os aparelhos fosse mantida, assim como ocorreu no último julgamento do golpe. Os celulares foram colocados em sacos plásticos e lacrados pela equipe do STF.

Em nota, o presidente da OAB, Beto Simonetti, afirma que o recuo demonstra que "o diálogo prevaleceu". Ele esteve com Zanin na semana passada para conversar sobre o assunto.

"Com a decisão, o ministro prestigiou o respeito às prerrogativas profissionais", comenta Beto Simonetti.

Veja Também

O presidente da OAB afirma ainda que mantém o "compromisso de atuar em todas as instâncias e órgãos para proteger o livre exercício da advocacia e coibir qualquer tentativa de violação de prerrogativas".

O STF proíbe que as sessões das turmas e do plenário sejam fotografadas e filmadas pela plateia. Segundo o tribunal, a regra foi burlada no julgamento do recebimento da primeira denúncia do plano de golpe, que colocou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e sete aliados no banco dos réus. Por isso, o uso de celulares por advogados e jornalistas foi proibido na sessão seguinte, que também tinha relação com o inquérito do golpe.

Além disso, o ex-assessor da Presidência Filipe Garcia Martins, um dos denunciados, estava proibido de captar e divulgar imagens do julgamento e de aparecer nas filmagens.

Ao ser questionado pela OAB, Zanin informou que determinou a lacração dos celulares com base no poder de polícia do presidente da Primeira Turma, "após consenso entre os integrantes do colegiado, diante de questões específicas daquele julgamento".

"A providência foi pontual visou e buscou observar a liturgia da Suprema Corte, o bom andamento da sessão e o cumprimento da decisão do ministro relator, que vedou o uso da imagem de um dos denunciados presentes naquela sessão", informou o ministro.

Logo após a sessão em que os celulares foram confiscados, o tribunal foi procurado pelo Estadão e informou que a restrição havia sido pontual e que não havia previsão de a regra ser mantida em outros julgamentos.

Leia a íntegra da nota da OAB:

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) parabeniza o ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma do STF, por ter retirado a exigência de que os advogados lacrem seus celulares para participar da sessão. O diálogo prevaleceu e, com a decisão, o ministro prestigiou o respeito às prerrogativas profissionais, de acordo com o Estatuto da Advocacia (Lei 9 806/94) e com a Constituição Federal.

A OAB destaca que a comunicação respeitosa e o compromisso com a legalidade fortalecem a relação entre as instituições e garantem a segurança jurídica. Mantemos nosso compromisso de atuar em todas as instâncias e órgãos para proteger o livre exercício da advocacia e coibir qualquer tentativa de violação de prerrogativas. A defesa da profissão é compromisso permanente e inegociável da entidade.
 

Estadão Conte

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

03:31, 02 Mai

Imagem Clima

23

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Bolsonaro internado.
Quadro

Bolsonaro é internado para realizar nova cirurgia; veja qual será o procedimento

A autorização para a operação foi concedida pelo ministro do STF Alexandre de Moraes responsável pela execução penal do ex-presidente. 

Alexandre de Moraes e Jair Bolsonaro
Permissão

Moraes autoriza Bolsonaro a realizar nova cirurgia nesta sexta (1°)

De acordo com a defesa, o ex-presidente precisa passar por um procedimento para tratar uma lesão no manguito rotador do ombro direito. 

Marinho disse ainda esperar que decisão do Senado tenha sido um "lapso".
Opinião

Luiz Marinho critica Senado após rejeição de Jorge Messias ao STF: 'virou Senadinho'

A derrota nesta quarta-feira foi histórica para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), já que a última vez que isso havia acontecido foi em 1894

mais notícias

+

Newsletter