Viviane Barci de Moraes e Alexandre de Moraes. Foto: Isac Nóbrega/PR
O Supremo Tribunal Federal (STF) publicou uma nota nesta segunda-feira, 22 de setembro, poucas horas após o governo Donald Trump sancionar a mulher do ministro Alexandre de Moraes, na qual diz lamentar e considerar "injusta" a nova medida financeira imposta pelos Estados Unidos contra membros do Judiciário brasileiro e seus familiares.
A advogada Viviane Barci de Moraes e o Instituto Lex, de propriedade da família Moraes, foram sancionados com a Lei Magnitsky, mesmo dispositivo utilizado contra o seu marido.
A Corte afirma que, "infelizmente, as autoridades norte-americanas foram convencidas de uma narrativa que não corresponde aos fatos".
Na sequência, a nota menciona que a "quase totalidade da sociedade reconhece a importância histórica" do julgamento que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por atentando à democracia.
"Estamos diante de um julgamento que respeitou o devido processo legal e o amplo direito de defesa, com total publicidade", afirmou o STF.
O texto não foi assinado pelo presidente do STF, Luís Roberto Barroso, o que reflete alto grau de institucionalidade e apoio de todo o tribunal a Moraes e seus familiares neste momento.
A nota termina reforçando a sensação de injustiça no tribunal, ao dizer que a ampliação das sanções financeiras para um familiar de Moraes é ainda mais injusta. O STF defende que Moraes tem tido "atuação independente e dentro das leis e da Constituição".
Moraes também se manifestou em nota e chamou de "ilegal e lamentável" a sanção imposta contra a sua mulher. O ministro afirmou que a aplicação do dispositivo legal contrasta com a história dos Estados Unidos e "violenta o Direito Internacional, a Soberania do Brasil e a independência do Judiciário".
"Independência do Judiciário, coragem institucional e defesa à Soberania nacional fazem parte do universo republicano dos juízes brasileiros, que não aceitarão coações ou obstruções no exercício de sua missão constitucional conferida soberanamente pelo Povo brasileiro", prosseguiu.
O magistrado finalizou a nota com a afirmação de que continuará a julgar com independência e parcialidade.
Estadão Conteúdo
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O julgamento foi concluído em 16 de dezembro, mas as defesas apresentaram recursos, que não prosperaram, para tentar reverter as condenações.
Em sua decisão, Zanin afirma que ela tem a altura exigida pelos precedentes da Corte e que sua aprovação prévia em testes físicos demonstra aptidão funcional.
Aline foi apontada como uma das organizadoras de caravanas para Brasília, com "objetivo declarado" de "abolição do Estado Democrático de Direito e a deposição do governo legitimamente constituído".
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