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Moraes manda prender último núcleo de condenados pelos atos do 8 de janeiro

O julgamento foi concluído em 16 de dezembro, mas as defesas apresentaram recursos, que não prosperaram, para tentar reverter as condenações.

Cami Cardoso

25 de abril de 2026 às 08:18   - Atualizado às 08:29

Ministro Alexandre de Moraes.

Ministro Alexandre de Moraes. Foto: Rosinei Coutinho/STF.

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, declarou o trânsito em julgado e o início do cumprimento da pena dos condenados no núcleo dois da trama golpista. A decisão foi tomada nesta sexta-feira, 24 de abril, mas tem impacto reduzido, já que todos os cinco condenados estavam presos anteriormente.

O julgamento foi concluído em 16 de dezembro, mas as defesas apresentaram recursos, que não prosperaram, para tentar reverter as condenações. Com o trânsito em julgado, o entendimento é que o processo foi concluído.

O núcleo 2 é composto por pessoas responsáveis por "gerenciar" e operacionalizar ações para tentar manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder. São elas:

General Mário Fernandes, ex-secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência, condenado a 26 anos e 6 meses em regime inicial fechado e multa de 120 salários mínimos; elaborou o Plano Punhal Verde e Amarelo, que previa assassinato do presidente Lula (PT), do vice Geraldo Alckmin (PSB), e de Moraes

Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal, condenado a 24 anos e 6 meses em regime inicial fechado e multa de 120 salários mínimos; dificultou o acesso de eleitores às urnas na eleição de 2022

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Coronel Marcelo Costa Câmara, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, condenado a 21 anos em regime inicial fechado e multa de 120 salários mínimos;

Filipe Martins, ex-assessor de Assuntos Internacionais da Presidência, condenado a 21 anos em regime inicial fechado e multa de 120 salários mínimos; ajudou a elaborar a minuta golpista

Marília Ferreira de Alencar, delegada federal e ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça e Segurança Pública, condenada a 8 anos e 6 meses em regime inicial fechado e multa de 40 salários mínimos.

O delegado federal Fernando Sousa de Oliveira também foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República como parte do núcleo, mas foi absolvido pelo STF. Ele foi diretor de Operações do Ministério da Justiça e Segurança Pública na gestão Bolsonaro

Vasques, Martins, Costa Câmara e Fernandes já estavam presos preventivamente enquanto buscavam reverter as condenações. O ex-diretor da PRF tentou fugir para o Paraguai após a condenação, enquanto Martins descumpriu medidas cautelares - ele teria usado a rede social Linkedin, o que estava proibido de fazer.

Já Marília de Alencar estava em prisão domiciliar desde dezembro do ano passado. Na decisão desta sexta-feira, Moraes manteve o cumprimento da pena em casa, com utilização de tornozeleira eletrônica, por mais 90 dias.

A justificativa é que ela passou por uma cirurgia médica em março. "A condenada tem se deslocado para realizar consultas e exames pós operatórios, não havendo nos autos notícia de descumprimento das medidas cautelares impostas", escreveu Moraes

Estadão Conteúdo. 

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