Projeto busca garantir direitos e segurança a mais de 2,2 milhões de motoristas e entregadores de aplicativos.
10 de março de 2026 às 15:27 - Atualizado às 15:29
A promessa é do presidente da Casa, Hugo Motta. Foto: Paulo Pinto/ Agência Brasil
A Câmara dos Deputados deve votar até abril o projeto que regulamenta o trabalho por aplicativos. O principal impasse é a taxa mínima de R$ 10 + R$ 2,50 por km. A promessa é do presidente da Casa, Hugo Motta.
O texto ainda está na comissão especial e passa por negociações. O principal impasse está na taxa básica mais o adicional por quilômetro rodado.
"Para o governo existem pontos que são muito caros. Um desses pontos, que é uma demanda dos entregadores de aplicativo, dos motoqueiros, é uma taxa mínima de R$ 10 com adicional de R$ 2,50 por quilômetro rodado. Vamos buscar o diálogo para ver se é possível incorporar no relatório. Se não for, o governo pretende apresentar como emenda", explicou o ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência.
O relator da proposta, deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE), lembra que estabelecer um valor mínimo poderia inviabilizar as corridas. Segundo ele, 25% delas ficam menos de R$ 8. Além disso, tem ainda a diferença do custo de vida nas diversas partes do país.
"R$ 10 em São Paulo ou no Rio ou em Brasília não é igual a R$ 10 em Pernambuco, no interior de Pernambuco, onde o tíquete, por exemplo, de um lanche é muito inferior do que é aqui. Isso pode inviabilizar esse serviço na ponta. Acho que esse é o único ponto de divergência. É a questão do valor mínimo da entrega de entregadores", disse.
Atualmente, são mais de 2,2 milhões de trabalhadores de aplicativos como Uber e IFood em todo o país. A ideia com o projeto é trazer mais segurança para essas pessoas. Garantir direitos como previdência e seguro de vida e contra acidentes e a regulamentação da taxa de entrega por parte das plataformas.
Agência Brasil
O deputado federal Guilherme Boulos defendeu a criação de uma regulamentação para o trabalho em plataformas digitais e criticou a taxa que as empresas de aplicativos cobram sobre as corridas.
Segundo ele, motoristas chegam a ter até metade do valor das viagens retido pelas plataformas, mesmo assumindo todos os custos da operação.
Boulos também destacou que uma das reivindicações dos entregadores é a criação de uma taxa mínima de R$ 10 por entrega, acrescida de R$ 2,50 por quilômetro rodado. A proposta pode ser incorporada ao relatório em análise ou apresentada pelo governo como emenda.
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Para o presidente estadual da sigla, Tecio Teles, a chegada reflete um movimento mais amplo dentro do estado.
"Com a promulgação desta lei, reafirmamos, o compromisso do nosso governo com a valorização dos profissionais da educação", disse Raquel Lyra.
Ao justificar a recusa, o órgão afirmou que a reunião dos dados poderia "sobrecarregar o órgão destinatário, desestabilizar suas operações e desorganizar suas funções".
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