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Itamaraty hospeda Janja e Porchat no exterior, mas impõe sigilo em lista, revela Metrópoles

Ao justificar a recusa, o órgão afirmou que a reunião dos dados poderia "sobrecarregar o órgão destinatário, desestabilizar suas operações e desorganizar suas funções".

Ricardo Lélis

31 de março de 2026 às 17:06   - Atualizado às 17:06

Janja e Porchat.

Janja e Porchat. (Fotos: Ricardo Stuckert/PR e Divulgação)

O Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty, decidiu manter sob sigilo a lista de pessoas que se hospedaram em residências oficiais do Brasil no exterior durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A informação foi revelada pela coluna de Andreza Matais, do site Metrópoles, a partir de um pedido feito com base na Lei de Acesso à Informação.

A solicitação buscava os nomes de hóspedes de 24 residências oficiais brasileiras, mas foi negada pelo Itamaraty.

Ao justificar a recusa, o órgão afirmou que a reunião dos dados poderia “sobrecarregar o órgão destinatário, desestabilizar suas operações e desorganizar suas funções”. A pasta também classificou o pedido como “desproporcional” e “desarrazoado”.

Apesar da negativa, alguns nomes vieram a público por outros meios. Em abril de 2025, Lula e a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, ficaram hospedados no Palácio Pamphilij, residência oficial do Brasil em Roma, durante viagem para o funeral do papa Francisco.

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No fim do mesmo ano, o local também recebeu o humorista Fábio Porchat, que foi convidado pelo embaixador do Brasil na Itália, Renato Mosca.

Durante a estadia, o ator publicou nas redes sociais um vídeo em tom de humor envolvendo a polêmica sobre as sandálias Havaianas, que haviam sido alvo de boicote por parte de setores da direita.

Segundo o Metrópoles, o pedido de acesso abrangia apenas parte das representações brasileiras no exterior, já que o país conta atualmente com 133 postos diplomáticos.

Mesmo assim, o Ministério das Relações Exteriores manteve a negativa em todas as instâncias de recurso previstas na legislação. Agora, caberá à Controladoria-Geral da União (CGU) decidir se as informações deverão ser divulgadas.

Enquanto a lista de hóspedes segue sob sigilo, os gastos com as residências oficiais são públicos. Em 2025, o Itamaraty reservou ao menos R$ 240,5 milhões para a manutenção de embaixadas e imóveis diplomáticos no exterior, incluindo despesas com aluguel, obras, manutenção e pessoal.

Parte desses recursos foi destinada a compromissos do presidente e da primeira-dama. Em Roma, durante viagem oficial ao Fórum Mundial da Alimentação, em outubro de 2025, a embaixada empenhou R$ 10,1 mil na compra de insumos para a visita do casal, além de R$ 2,5 mil para aquisição de velas utilizadas nos candelabros da residência oficial.

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