Pastor e advogado Fabiano Zettel, ligado à Igreja Batista da Lagoinha Foto: Divulgação
A defesa de Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, passou por mudanças após divergências internas sobre a possibilidade de um acordo de delação premiada.
Os advogados que atuavam no caso deixaram a representação, abrindo espaço para a entrada de Celso Vilardi, que assume a condução da defesa.
Zettel é citado em investigações relacionadas ao chamado Caso Master, em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF). O advogado, que também é pastor e empresário, busca avançar em negociações de colaboração premiada com os investigadores.
A prisão de Zettel ocorreu no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o banco de Vorcaro.
Celso Vilardi, que também atua na defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no processo que investiga uma suposta trama golpista, tem histórico em casos de grande repercussão.
Ao longo da carreira, ele já representou nomes como o empresário Eike Batista e o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, em investigações como a Lava Jato e a Castelo de Areia.
A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro se reuniu com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator das investigações sobre as fraudes no Banco Master.
A reunião ocorreu no dia 17 de março, e foi solicitada pelo advogado José Luís Oliveira Lima, novo advogado de Vorcaro. A possibilidade de o banqueiro oferecer uma delação premiada foi citada durante a conversa com o ministro.
Na semana passada, Oliveira assumiu a defesa do banqueiro após a banca do advogado Pierpaolo Bottini, crítico de delações, deixar o caso.
A mudança sinalizou a intenção de Vorcaro de propor um acordo de delação premiada para a Polícia Federal (PF).
Vorcaro passou a cogitar delatar quem teve relações pessoais com ele, como políticos e juízes, após o Supremo formar maioria de votos para mantê-lo preso na Penitenciária Federal em Brasília, presídio de segurança máxima.
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Segundo o MPF, os crimes estão relacionados não somente com as causas do acidente, mas também à cultura organizacional da empresa.
Os trabalhos incluem a desobstrução de canais e galerias pluviais, além da recuperação de estruturas de drenagem, com o objetivo de melhorar o escoamento das águas e reduzir os riscos de alagamentos.
As rotas atendem prioritariamente moradores de zonas rurais, contemplando também comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas.
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