Alvo da Operação Compliance Zero, pastor e advogado é investigado por suspeita de envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro e manipulação financeira.
Pastor e advogado Fabiano Zettel, ligado à Igreja Batista da Lagoinha Foto: Divulgação
O pastor e advogado Fabiano Zettel, ligado à Igreja Batista da Lagoinha, se entregou à Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (4), em São Paulo. Ele é um dos principais alvos da terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras e lavagem de dinheiro no sistema financeiro nacional.
A prisão preventiva de Zettel foi decretada pela Justiça sob a acusação de integrar um grupo suspeito de movimentar quantias expressivas por meio de títulos de crédito considerados fraudulentos. Segundo a investigação, os recursos teriam sido utilizados para alimentar operações de lavagem de capitais e possíveis manipulações de mercado.
Na mesma operação, também foi preso o banqueiro Daniel Vorcaro, apontado como proprietário do Banco Master e cunhado de Zettel. Por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, foram bloqueados cerca de R$ 22 bilhões em bens dos investigados, em uma das maiores medidas de sequestro patrimonial já realizadas no país.
A operação conta com apoio técnico do Banco Central, que auxilia na análise das movimentações financeiras consideradas suspeitas. As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e beneficiários do esquema.
Fabiano Zettel possui trajetória conhecida no meio evangélico. Ele já integrou a Igreja Bola de Neve e, mais recentemente, mantinha vínculo ministerial com a Igreja Batista da Lagoinha. Além da atuação religiosa, ganhou notoriedade no setor empresarial como fundador da gestora Moriah Asset, com portfólio bilionário.
O pastor também teve projeção política nas eleições de 2022, quando apareceu entre doadores de campanhas de lideranças nacionais.
Em nota, a defesa informou que Zettel se apresentou voluntariamente à Polícia Federal e que está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos. Os advogados afirmaram ainda que não tiveram acesso integral aos autos da investigação até o momento.
A Polícia Federal não detalhou prazos para conclusão da fase atual da operação, mas confirmou que novas diligências estão em andamento.
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