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Lira expressa irritação ao Carrefour e defende pauta de "reciprocidade entre países" na Câmara

Isso acontece, após críticas feitas na semana passada as carnes da América Latina e, em especial, as do Brasil pelo CEO da empresa na França, que também proibiu a compra e a venda das carnes brasileiras na rede francesa.

Isabella Lopes

25 de novembro de 2024 às 15:34   - Atualizado em 26 de novembro de 2024 às 07:50

Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira.

Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira. Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, expressou nesta segunda-feira, 25 de novembro, sua preocupação e da casa em relação às críticas feitas na semana passada às proteínas animais da América Latina e, em especial, as do Brasil pelo CEO do Carrefour na França, Alexandre Bompard, que mais que criticar proibiu a compra e a venda das carnes brasileiras na rede francesa da empresa.

"Nos incomoda muito o protecionismo europeu, especialmente da França contra as proteínas animais do Brasil", rebateu o presidente da Câmara durante abertura do CNC Global Voices 2024, organizado na capital paulista pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Mostrando-se indignado com a decisão do Carrefour Francês, o deputado disse ainda nesta semana que o Congresso irá colocar na sua pauta a Lei da Reciprocidade entre países.

"Não é possível que o CEO de um grupo importante como Carrefour não se retrate de uma declaração de praticamente não contratar as proteínas animais advindas e oriundas da América do Sul. O Brasil, com o Congresso Nacional, com os empresários e a população, tem que dar resposta clara para esse protecionismo exagerado dos produtores da França", disse Lira, acrescentando que uma reação da sociedade brasileira se faz necessária para que atitudes como essa, do CEO do Carrefour, não causem motivo de rotina.

Ainda, segundo o presidente da Câmara, é injusto o protecionismo contra os interesses de quem protege embaixo da lei mais rígida no sentido ambiental mundial, que é o Código Florestal brasileiro.

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Arthur Lira, que está para deixar o comando da Câmara, fez uma espécie de balanço de sua presidência por dois mandatos e usou como corte o período da pandemia até agora. Disse que por um bom tempo, durante sua gestão, só se falava na pandemia. Depois a Câmara e o Congresso como um todo trataram de retirar os entraves ao bom desempenho da economia brasileira. Agora o que se mais debate é a transição energética e pautas relacionadas à mudança climática.

Lira também fez questão de frisar que dentre todas as agendas cumpridas pela Câmara está a reforma tributária, que é a mais transformadora e que está agora só dependendo de aprovação de sua regulamentação no Congresso.

Estadão Conteúdo 

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