A defesa afirma que houve "precoce decretação do trânsito em julgado" da condenação, o que teria impedido a análise adequada de recursos apresentados pelos advogados.
Ex-presidente da República Jair Bolsonaro. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
A defesa de Jair Bolsonaro (PL) pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) a anulação de sua condenação a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Os advogados alegam que o julgamento na Primeira Turma foi irregular.
O recurso pede que um novo relator seja sorteado na Segunda Turma para garantir a imparcialidade, com a decisão final submetida ao plenário da Corte.
Os advogados de Bolsonaro sustentam que houve “incompetência orgânica absoluta” da Primeira Turma para julgar o ex-presidente e apontam violação ao princípio do juiz natural.
A revisão criminal também mira decisões do ministro Alexandre de Moraes, relator do processo. A defesa afirma que houve “precoce decretação do trânsito em julgado” da condenação, o que teria impedido a análise adequada de recursos apresentados pelos advogados.
Segundo a peça, Moraes declarou o trânsito em julgado antes da apreciação de embargos infringentes apresentados pela defesa.
O recurso buscava levar o caso ao plenário da Corte após a condenação não unânime do ex-presidente. No julgamento, o ministro Luiz Fux divergiu dos demais integrantes da Primeira Turma e votou pela nulidade da ação penal e pela absolvição de Bolsonaro.
Os advogados também questionam a validade da delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid e alegam cerceamento de defesa pela disponibilização tardia de provas no processo.
No mérito, a defesa afirma que o STF ampliou de forma ilegal os conceitos de “violência” e “grave ameaça” nos crimes de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito, além de atribuir ao ex-presidente responsabilidade por atos praticados por terceiros nos ataques de 8 de janeiro de 2023.
Agência Brasil.
1
21:54, 09 Jun
26
°c
Fonte: OpenWeather
O MP diz que Amanda "teria utilizado uma narrativa de abusos e situações graves, como supostos maus-tratos por parte de familiares e exploração, para sensibilizar as vítimas".
Para o ministro do STF, a situação evidencia deficiências de transparência e rastreabilidade na destinação dos recursos destinados à promoção de eventos.
Durante o encontro, o ex-ministro destacou a preocupação com os efeitos da medida sobre a cadeia produtiva, que gera milhares de empregos e movimenta a economia em diversas regiões do país.
mais notícias
+