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Governo Lula abre licitação de R$ 2,2 milhões para vestuário de segurança

Licitação prevê aquisição de ternos, camisas, sapatos e outros itens para agentes do GSI e Comando Militar do Planalto.

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10 de março de 2026 às 11:48   - Atualizado às 11:57

Lula no dia da posse

Lula no dia da posse Foto: Reprodução/X

O governo federal anunciou licitação para a compra de roupas e acessórios destinados a agentes de segurança que atuam na Presidência da República, no Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e no Comando Militar do Planalto. O valor total estimado da aquisição chega a R$ 2,27 milhões, incluindo centenas de itens diversos.

De acordo com o edital, a compra busca garantir o chamado “excelente padrão de apresentação pessoal” dos agentes. Entre os produtos listados estão ternos completos, camisas operacionais, sapatos sociais, tênis, botas táticas, gravatas, camisetas de treinamento físico e até roupas de cama como lençóis, fronhas e colchas.

Principais itens e valores estimados

Entre os itens de maior destaque no orçamento estão:

  • 898 conjuntos de ternos completos – R$ 625.906
  • 2.017 camisas leves de combate – R$ 380.063
  • 1.627 calças operacionais – R$ 249.858
  • 648 sapatos sociais – R$ 184.893
  • 875 gravatas – R$ 46.882
  • 100 colchas – R$ 7.900
  • 100 lençóis – R$ 6.199

Outros itens incluem camisetas, coletes, bonés, cintos, meias e travesseiros, todos destinados ao uso diário e operacional dos servidores.

Objetivo da aquisição

Segundo o GSI, a aquisição visa padronizar o vestuário e garantir conforto e segurança aos agentes durante o serviço. A inclusão de roupas de cama e itens para treinamento físico demonstra a preocupação com a rotina integral dos servidores que atuam na proteção de autoridades e áreas estratégicas do Planalto.

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O processo licitatório segue as regras previstas pela administração pública e será acompanhado pelos órgãos de controle competentes, garantindo transparência e fiscalização sobre os gastos públicos.

Governo Lula gasta R$ 1,4 bilhão no cartão corporativo até 2025

governo federal, sob a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, registrou gastos de mais de R$ 1,4 bilhão no cartão corporativo até 2025. Somente no ano passado, as despesas atingiram R$ 423 milhões, ficando abaixo dos R$ 584 milhões registrados em 2024, mas ainda representando uma quantia significativa do orçamento público destinado a pagamentos administrativos e operacionais.

O cartão corporativo é utilizado pela Presidência e por órgãos do governo para despesas diversas, como serviços administrativos, pagamentos a fornecedores e pequenas compras. Entre os principais gastos do período estão empresas de materiais de construção, serviços de pagamento e plataformas de entrega de refeições, incluindo o iFood. Somente a Presidência da República foi responsável por R$ 55 milhões desses gastos em 2025, mostrando a concentração de despesas no Executivo federal.

Crescimento dos gastos e comparativo anual

Ao longo dos três primeiros anos do mandato, os gastos com o cartão corporativo foram distribuídos da seguinte forma: em 2023, R$ 430 milhões; em 2024, R$ 584 milhões; e em 2025, R$ 423 milhões. Apesar da redução em relação a 2024, o valor continua elevado e evidencia a importância do cartão para pagamentos do dia a dia da administração pública, mas também desperta discussões sobre transparência e fiscalização.

O uso do cartão corporativo é regulamentado e destinado a cobrir despesas de caráter institucional, incluindo compras emergenciais ou administrativas que exigem rapidez no pagamento. No entanto, a falta de detalhamento público sobre a maioria das transações levanta questionamentos sobre a responsabilidade no uso de recursos públicos.

Sigilo e fiscalização

Grande parte dos gastos permanece classificada como sigilosa, o que impede a divulgação detalhada de itens e valores exatos. Especialistas em administração pública alertam que o sigilo deve ser equilibrado com mecanismos de controle, para garantir que os recursos sejam utilizados de maneira eficiente e transparente. A discussão sobre a necessidade de prestação de contas detalhada é recorrente em análises de órgãos de controle e parlamentares.

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