Pernambuco, 17 de Abril de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Nova ministra de Lula é ré por SUPERFATURAMENTO de R$ 6,5 MILHÕES em material escolar

Em nota, Macaé Evaristo afirmou estar "tranquila e consciente" de seu compromisso com a transparência e a correta gestão de recursos públicos.

Gabriel Alves

11 de setembro de 2024 às 09:43   - Atualizado às 10:13

Nova ministra de Lula é ré por SUPERFATURAMENTO de R$ 6,5 MILHÕES em material escolar.

Nova ministra de Lula é ré por SUPERFATURAMENTO de R$ 6,5 MILHÕES em material escolar. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Macaé Evaristo (PT), nova ministra dos Direitos Humanos no governo Lula (PT), é ré na Justiça de Minas Gerais por superfaturamento na compra de kits de uniformes escolares enquanto era secretária de Educação de Belo Horizonte, em 2011. A denúncia foi divulgada pelo jornal O Estado de São Paulo.

O caso ocorreu durante a gestão do ex-prefeito Márcio Lacerda (PSB). Naquele ano, a Secretaria de Educação de Belo Horizonte realizou uma licitação para adquirir cerca de 190 mil kits de uniformes escolares. No entanto, o Ministério Público de Minas Gerais identificou dois problemas: a participação de uma empresa proibida de contratar com o poder público e o superfaturamento dos itens comprados.

A empresa vencedora, Diana Paolucci S/A Indústria e Comércio, estava suspensa de participar de licitações com a administração pública, conforme cadastro da Prefeitura de São Paulo. Posteriormente, a empresa voltou à lista de suspensas por não cumprir um contrato com o Corpo de Bombeiros de São Paulo.

Além disso, o Ministério Público apontou que outros órgãos públicos cotaram os kits de uniformes a R$ 67,51 e R$ 77,31, enquanto a Secretaria de Educação, sob gestão de Macaé, adquiriu os itens por R$ 84,71 e R$ 89,01, gerando um superfaturamento de R$ 3,1 milhões, que corrigidos para 2024 equivalem a R$ 6,5 milhões.

Os advogados de Macaé alegam que não há indícios de dolo no processo e que o Ministério Público não apresentou provas de enriquecimento ilícito. Em 2022, um pedido de bloqueio de contas da ex-secretária e de outros réus foi negado pela Justiça. A defesa agora pede que o caso seja considerado prescrito, já que a denúncia foi feita em 2016.

Em nota, a ministra afirmou estar "tranquila e consciente" de seu compromisso com a transparência e a correta gestão de recursos públicos.

Veja Também

Macaé Evaristo pagou R$ 10 mil para encerrar mais de 10 processos

A nova ministra dos Direitos Humanos do governo Lula (PT), deputada estadual Macaé Evaristo (PT-MG), firmou em 2022 um acordo de R$ 10,4 mil com o Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG) para encerrar uma série de ações relacionadas a improbidade administrativa.

Esses processos se referem ao período em que a nova ministra atuou como secretária estadual de Educação de Minas Gerais, durante o governo de Fernando Pimentel (PT), entre 2015 e 2018.

De acordo com uma investigação da Folha de São Paulo, foram encontrados pelo menos 13 processos que apontam irregularidades na compra de carteiras escolares sob a gestão de Macaé Evaristo na Secretaria de Educação. 

Além disso, a nova ministra também responde a um processo na Justiça de Minas Gerais, no qual é acusada de envolvimento em superfaturamento na compra de uniformes escolares.

Esse processo se refere ao período em que ela foi secretária de Educação de Belo Horizonte, em 2011, durante a gestão do ex-prefeito Márcio Lacerda. As investigações apontam irregularidades nos contratos de fornecimento desses kits escolares.

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

09:47, 17 Abr

Imagem Clima

28

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Piso dos professores.
Valorização

STF forma maioria: professores temporários devem receber o Piso Nacional da Educação

Relator Alexandre de Moraes votou a favor da categoria; decisão em repercussão geral impactará redes públicas de todo o país.

Presidente Lula em discurso oficial
Proposta

Fim da escala 6x1: Governo envia projeto e outros dois já tramitam na Câmara; confira diferenças

O projeto propõe: reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial e estabelecer uma jornada de oito horas diárias e dois repousos semanais remunerados

Ilustração de um professor na frente do STF
Educação

STF decide hoje se professores temporários têm direito ao Piso Nacional do Magistério

Julgamento do Tema 1308, com origem em Pernambuco, definirá se estados e municípios podem pagar salários abaixo do piso para docentes sob contrato temporário.

mais notícias

+

Newsletter