A opinião do também senador contraria a do ex-presidente Bolsonaro e de seus aliados, onde afirmaram que o homem que jogou explosivos no Supremo Tribunal Federal estava fora de suas faculdades mentais.
O astronauta e senador Marcos Pontes (PP-SP). Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
O astronauta e senador Marcos Pontes (PP-SP), ex-ministro e aliado de Jair Bolsonaro, deixou os bolsonaristas irritados após publicar em seu perfil no Instagram um vídeo em que chamou o atentado ocorrido na Praça dos Três Poderes, na quarta-feira, 13 de novembro, de terrorismo.
"O Brasil não pode se tornar um Irã! Esse negócio de terrorismo tem que parar!", escreveu o Astronauta no vídeo que mostrava as imagens das explosões.
A opinião do senador contraria a do ex-presidente Bolsonaro e de seus aliados, afirmaram que o homem que jogou explosivos no Supremo Tribunal Federal (STF) estava fora de suas faculdades mentais e praticou um ato isolado.
Segundo o site Portal Pe10, o objetivo é evitar que o atentado, que está sendo investigado pela Polícia Federal como terrorismo, atrapalhe a aprovação de uma anistia para os condenados pelos eventos de 8 de janeiro.
"O cérebro do astronauta ficou no espaço e não retornou com ele", afirmou um interlocutor do ex-presidente.
O advogado e ex-secretário de Comunicação, Fabio Wajngarten, disse que até pensa em "ligar para o Elon Musk [bilionário dono do X e da SpaceX] para tentar encontrar o cérebro dele, que parece estar perto de Marte ou até de Plutão, ou quem sabe perdido em algum buraco negro no espaço".
Em alguns grupos de WhatsAp, bolsonaritas disseram que o senador "enlouqueceu de vez ".
"Terrorismo no Brasil???", questiona um deles.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) publicou na manhã desta quinta-feira, 14 de novembro, uma nota de repúdio ao atentado em Brasília (DF). Na noite da quarta-feira, 13 de novembro, Francisco Wanderley Luiz, de 59 anos, morreu após provocar a explosão de seu carro e lançar bombas contra a sede do Supremo Tribunal Federal (STF). O crime é investigado pela Polícia Federal em colaboração com as polícias do DF.
O texto publicado pelo perfil no X (antigo Twitter) do ex-presidente lamenta o ocorrido, tratando-o como "fato isolado" e motivado por "perturbações na saúde mental" do autor do ataque. A nota de Bolsonaro ressalta o "papel fundamental" das instituições políticas e pede por uma "pacificação nacional".
"Já passou da hora de o Brasil voltar a cultivar um ambiente adequado para que as diferentes ideias possam se confrontar pacificamente", diz a nota publicada pelo perfil do ex-presidente. "As instituições têm um papel fundamental na construção desse diálogo e desse ambiente de união."
Ao portal Metrópoles, Jair Bolsonaro chamou o homem que morreu após explosões na Praça dos Três Poderes de "maluco" e afirmou não ter "a menor ideia" sobre quem era Francisco Luiz, sugerindo que o autor do ataque pudesse ter "deixado algo escrito ou gravado" sobre uma eventual pretensão terrorista.
A hipótese do ex-presidente é confirmada pelas publicações disponíveis nos perfis nas redes sociais de Francisco Luiz.
"Pai, Tio França não é terrorista, né? (...) Ele apenas soltou uns foguetinhos para comemorar o dia 13", diz um texto publicado pelo empresário horas antes de falecer, fazendo referência à data desta terça-feira.
O catarinense de 59 anos era empresário do setor de eventos e, nas eleições de 2020, se candidatou a vereador da cidade de Rio do Sul, no oeste catarinense, pelo PL, partido que, hoje, abriga o ex-presidente Jair Bolsonaro.
No momento da candidatura, contudo, o PL ainda não contava com Bolsonaro em seus quadros, que só se filiou à sigla de Valdemar Costa Neto em 2021.
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Petista passa por um momento de pico de sua rejeição nos últimos meses. Em março de 2026, por exemplo, 56% diziam que não votariam nele de forma alguma.
Entre os entrevistados, 5% disseram estar indecisos, enquanto 11% afirmaram que votariam em branco, nulo ou não pretendem votar.
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