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AGU aciona presidente do STF com pedido para suspender afastamento de diretor-geral da PF

Para o órgão, a medida representa uma interferência nas prerrogativas do presidente da República para prover e desprover cargos de direção da Polícia Federal.

Ricardo Lélis

08 de setembro de 2026 às 20:23   - Atualizado às 20:23

Jorge Messias no Senado.

Jorge Messias no Senado. (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)

A Advocacia-Geral da União (AGU) recorreu contra a decisão que determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues.

O órgão pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, a suspensão liminar dos efeitos da medida determinada pelo ministro André Mendonça.

O recurso questiona a decisão monocrática que também determinou o afastamento preventivo do diretor de Inteligência Policial da PF.

Para a AGU, a medida representa uma interferência nas prerrogativas do presidente da República para prover e desprover cargos de direção da Polícia Federal.

No pedido apresentado ao STF, o advogado-geral da União, Jorge Messias, argumenta que existe risco de grave lesão à ordem pública e administrativa caso os afastamentos sejam mantidos.

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AGU aponta risco de desorganização na Polícia Federal

Um dos principais argumentos apresentados pela Advocacia-Geral da União é de que a retirada abrupta dos dirigentes pode comprometer o funcionamento da Polícia Federal. Segundo o órgão, a mudança repentina na condução da instituição pode afetar as atividades de polícia judiciária e provocar desorganização administrativa.

A AGU também afirma que o caso já estava sendo conduzido diretamente pela Presidência do Supremo desde a semana passada.

De acordo com o órgão, Fachin havia estabelecido os pontos que seriam investigados e concedido prazo de cinco dias úteis para que as autoridades envolvidas se manifestassem, incluindo os dois diretores da PF que acabaram afastados.

Na avaliação apresentada no recurso, a decisão de André Mendonça teria antecipado "juízos cautelares" antes da conclusão dessa etapa de manifestações.

Outro questionamento feito pela AGU diz respeito à tramitação da própria decisão. O órgão afirma que Mendonça submeteu ao referendo da Segunda Turma do STF uma matéria que, segundo o próprio ministro-relator, seria de competência do plenário da Corte.

Pedido será analisado pelo presidente do STF

Diante do cenário considerado urgente, a AGU solicitou a Fachin uma decisão liminar para interromper imediatamente os efeitos do afastamento de Andrei Rodrigues e do diretor de Inteligência Policial.

O pedido também prevê que a suspensão seja posteriormente confirmada no mérito, até que o órgão considerado competente pelo STF se manifeste de forma definitiva sobre a questão.

A iniciativa da Advocacia-Geral da União busca, portanto, reverter temporariamente os efeitos da decisão de André Mendonça enquanto o caso continua em análise dentro do Supremo Tribunal Federal.

No recurso, o governo sustenta que a manutenção do afastamento pode gerar consequências para a administração da Polícia Federal e para a continuidade de suas atividades. A AGU defende que a situação exige uma resposta imediata justamente pelo risco de descontinuidade na gestão da instituição.

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