Marília Arraes. (Foto: Crysli Viana)
A candidata ao Senado por Pernambuco Marília Arraes (PDT) apresentou, nesta terça-feira, 8 de setembro, uma proposta de desenvolvimento para o Estado baseada no fortalecimento da indústria, na melhoria da infraestrutura e da logística, na qualificação profissional e no combate às desigualdades.
As ideias foram apresentadas durante uma sabatina promovida pela Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe). No encontro, Marília também destacou sua experiência política e a capacidade de articulação como instrumentos para defender os interesses de Pernambuco em Brasília.
A candidata afirmou que pretende manter o diálogo com diferentes setores e posições políticas caso seja eleita. Segundo Marília, a prioridade de sua atuação no Senado será a defesa dos interesses do Estado.
“Tenho lado, tenho posições políticas muito claras, mas sei dialogar e construir com quem pensa diferente. No Senado, meu lado será Pernambuco. Quero ouvir o setor produtivo e trabalhar por quem investe, produz, gera emprego e renda, sem abrir mão da construção de uma sociedade com menos desigualdade”, declarou.
Entre os pontos apresentados durante a sabatina, Marília defendeu a interiorização do desenvolvimento econômico a partir das características e vocações produtivas de cada região de Pernambuco.
A candidata citou como exemplos o polo gesseiro do Araripe, a fruticultura do Vale do São Francisco, o polo de confecções do Agreste e o complexo industrial e portuário da Região Metropolitana.
Para ela, investimentos em qualificação profissional, inovação e agregação de valor à produção podem contribuir para aumentar a competitividade dos setores econômicos e ampliar a oferta de oportunidades no Estado.
Na área de infraestrutura, a conclusão do ramal Salgueiro-Suape da Transnordestina foi apresentada como uma das prioridades de sua eventual atuação no Senado. Marília considera a ferrovia estratégica para reduzir custos logísticos, fortalecer o Complexo Industrial e Portuário de Suape e transformar Salgueiro em um polo de integração do Nordeste.
A candidata também defendeu investimentos nos aeroportos do interior e uma maior integração entre os diferentes modais de transporte.
Na área de energia, Marília citou a necessidade de ampliar as fontes renováveis e a infraestrutura de gás natural, especialmente nas regiões do Araripe e do Vale do São Francisco.
Ao abordar a reforma tributária, Marília defendeu o fortalecimento da Sudene e a manutenção de mecanismos de incentivo ao desenvolvimento regional.
A candidata também citou a necessidade de revisão do Pacto Federativo e de uma tributação que ofereça melhores condições aos pequenos e médios empreendedores.
“Não podemos permitir que o Nordeste volte a ser tratado apenas como mercado consumidor da produção de outras regiões. Pernambuco precisa ter infraestrutura, crédito, energia, formação profissional e condições tributárias para atrair investimentos, produzir e competir”, afirmou.
Durante a sabatina, Marília também foi questionada sobre o fim da escala 6x1. A candidata reafirmou ser favorável à mudança e associou a proposta à melhoria das condições de saúde e qualidade de vida dos trabalhadores.
Ela também chamou atenção para os efeitos da jornada sobre as mulheres e afirmou acreditar que a economia pode se adaptar a uma eventual mudança, mantendo a geração de empregos e renda e fortalecendo o consumo.
Ao final do encontro, Marília voltou a defender a combinação entre desenvolvimento econômico e redução das desigualdades como eixo de sua proposta para Pernambuco.
“Quero um Pernambuco com indústria forte, infraestrutura, inovação, emprego e oportunidades para a juventude. Um Estado capaz de competir, atrair investimentos e, ao mesmo tempo, diminuir as desigualdades. É esse Pernambuco que quero defender no Senado, com firmeza, capacidade de articulação e diálogo permanente com quem produz e trabalha”, concluiu.
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