Atualmente, outros cinco medicamentos de origem sintética e um de origem biológica do princípio ativo seguem em análise na Anvisa.
26 de maio de 2026 às 15:52 - Atualizado às 15:54
Medicamento Ozivy é a versão brasileira do Ozempic. Foto: Freepik
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta terça-feira, 26 de maio, o registro do Ozivy, primeiro medicamento de semaglutida sintética liberado para venda no Brasil.
O produto foi desenvolvido pelo EMS e utiliza o mesmo princípio ativo do Ozempic, conhecido popularmente como “caneta emagrecedora”.
Segundo a farmacêutica, a nova medicação deve chegar às farmácias brasileiras em até 30 dias com preço cerca de 30% menor em relação ao Ozempic.
O registro representa um marco para o mercado farmacêutico nacional, já que o Ozivy é o primeiro análogo sintético de semaglutida aprovado pela Anvisa.
O Ozivy foi autorizado para tratamento de adultos com diabetes tipo 2 insuficientemente controlado, associado à dieta e exercícios físicos.
O medicamento poderá ser utilizado sozinho, nos casos em que a metformina não seja indicada, ou combinado com outros tratamentos contra diabetes.
Assim como o Ozempic, o produto será aplicado por meio de canetas injetáveis de uso semanal.
Até então, todas as versões de semaglutida registradas no Brasil eram produzidas por processos biológicos.
O Ozivy, porém, foi desenvolvido por síntese química, tecnologia considerada altamente complexa pelas agências reguladoras ao redor do mundo.
A Anvisa destacou que o processo de aprovação envolveu análises rigorosas de eficácia, segurança e qualidade.
O pedido de registro havia sido protocolado pela EMS em 2023, antes mesmo do vencimento da patente do Ozempic, encerrada em março deste ano.
Apesar de utilizar o mesmo princípio ativo do Ozempic, o novo medicamento terá diferenças na conservação. Segundo a Anvisa, o Ozivy deverá permanecer refrigerado entre 2°C e 8°C antes e depois do início do tratamento.
Já o Ozempic pode permanecer fora da geladeira por até seis semanas após o primeiro uso, desde que mantido em temperatura adequada.
Mesmo com o registro aprovado, a comercialização só poderá começar após definição do preço máximo pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).
A EMS informou que trabalha para disponibilizar o produto nas farmácias nas próximas semanas.
A medicação continuará exigindo receita médica em duas vias, assim como os demais medicamentos da classe GLP-1. Atualmente, outros medicamentos semelhantes seguem em análise na Anvisa.
Veja as opções de apresentações aprovadas e que poderão ser oferecidas pelo laboratório:
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