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Escorpiões em Pernambuco: mais de 9 mil pessoas foram picadas em seis meses; veja como se proteger

Período de maior reprodução dos animais exige atenção redobrada dentro das residências; crianças e idosos apresentam maior risco de desenvolver quadros graves.

12 de setembro de 2026 às 10:41   - Atualizado às 10:50

Sapatos são locais onde esses animais peçonhentos podem se esconder.

Sapatos são locais onde esses animais peçonhentos podem se esconder. Foto: Ilustração/IA

Pernambuco registrou 9.125 acidentes envolvendo escorpiões entre janeiro e junho de 2026, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE). O número representa uma média de quase 51 pessoas picadas por dia no estado.

Apesar de o total ser ligeiramente menor que o contabilizado no mesmo período de 2025, quando foram registradas 9.219 ocorrências, a quantidade de acidentes mantém as autoridades em alerta.

Nos 12 meses de 2025, Pernambuco somou 19.608 casos. O resultado superou os 15.844 acidentes registrados em 2024 e reforça a necessidade de cuidados preventivos, principalmente dentro das residências.

O período entre julho e setembro costuma apresentar maior incidência de picadas, devido ao aumento da atividade reprodutiva dos escorpiões. Esses animais se adaptam facilmente aos ambientes urbanos e encontram abrigo e alimento em áreas com lixo, entulho, umidade, frestas e presença de baratas.

Como evitar escorpiões dentro de casa

A principal forma de prevenção é impedir que os animais encontrem esconderijos e fontes de alimento. Casas com rachaduras, ralos sem proteção e materiais acumulados oferecem condições favoráveis à permanência dos escorpiões.

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Entre os cuidados recomendados estão:

  • manter quintais, jardins e áreas externas limpos;
  • evitar o acúmulo de lixo, telhas, tijolos, madeiras e entulho;
  • instalar telas ou tampas em ralos de banheiros, cozinhas e áreas de serviço;
  • vedar frestas em paredes, pisos, portas, janelas e rodapés;
  • manter camas e berços afastados das paredes;
  • evitar que lençóis, colchas e mosquiteiros encostem no chão;
  • examinar roupas, toalhas, calçados e objetos guardados antes de usá-los;
  • acondicionar corretamente o lixo doméstico;
  • combater a presença de baratas, que servem de alimento para os escorpiões.

Também é necessário ter cuidado ao movimentar materiais armazenados. A orientação é usar luvas resistentes e calçados fechados durante a limpeza de quintais, depósitos, terrenos e locais com entulho.

Uso de inseticida não é recomendado

A aplicação indiscriminada de inseticidas domésticos não é considerada uma estratégia segura para controlar escorpiões. Os produtos podem não atingir os animais escondidos e ainda provocar o deslocamento deles para outros pontos da residência, aumentando o risco de contato com os moradores.

O controle deve priorizar a limpeza, a eliminação de esconderijos, a vedação das entradas e a redução da oferta de alimento. Ao encontrar um escorpião, o morador deve evitar tocá-lo diretamente e procurar o serviço municipal responsável pela vigilância ambiental ou pelo controle de zoonoses.

Se for possível registrar uma fotografia sem se aproximar ou correr riscos, a imagem poderá ajudar na identificação do animal.

O que fazer após uma picada de escorpião

A dor intensa no local é o sintoma mais comum. A vítima também pode apresentar vermelhidão, formigamento, suor, náuseas e vômitos. Nos casos mais graves, podem ocorrer salivação excessiva, agitação, alterações nos batimentos cardíacos e dificuldade para respirar.

Após a picada, a recomendação é lavar o local com água e sabão e procurar imediatamente uma unidade de saúde. Crianças, idosos e pessoas que apresentarem sintomas além da dor local precisam de avaliação urgente.

Não se deve cortar, furar, espremer ou tentar sugar o local da picada. Também não é recomendado fazer torniquete nem aplicar álcool, querosene, folhas, pó de café ou outras substâncias caseiras sobre o ferimento.

Em Pernambuco, o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) oferece orientação gratuita durante 24 horas pelo telefone 0800 722 6001. O contato não substitui o atendimento médico presencial, principalmente quando a vítima apresenta sinais de agravamento.

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