André Luiz passou mais de um mês internado, enfrentou complicações cardíacas e pulmonares e continuará o tratamento em casa.
10 de setembro de 2026 às 10:58 - Atualizado às 11:25
André Luiz nos braços da mãe, Letícia Souza. Foto: San Costa/TV Globo
André Luiz, de 3 anos, recebeu alta hospitalar na tarde da quarta-feira, 9 de setembro, após permanecer mais de um mês internado no Recife. O menino foi picado na mão por um escorpião dentro da escola onde estuda, em Igarassu, na Região Metropolitana.
Durante o período de internação, a criança apresentou complicações no coração e nos pulmões, além de sofrer um acidente vascular cerebral (AVC). André passou por diferentes unidades de saúde e chegou a ficar intubado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Com a alta, o menino poderá continuar o tratamento em casa, acompanhado pela família e por profissionais de saúde. Segundo os familiares, ele ainda não voltou a falar e permanece com o lado direito do corpo paralisado.
O acidente ocorreu em 4 de agosto, no segundo dia da volta às aulas. Inicialmente, a escola informou à família que André havia reclamado da picada de um “bichinho”, ainda sem a identificação do animal.
Pouco depois, a mãe do menino, Letícia Souza, recebeu uma nova ligação. A criança chorava intensamente e apresentava muita dor. André foi levado ao Hospital de Igarassu, onde começou a vomitar, teve salivação excessiva, palidez e sinais de desmaio.
Diante da gravidade do quadro, ele foi transferido para o Hospital da Restauração, no Recife. Na unidade, recebeu o soro antiescorpiônico e precisou ser intubado após apresentar comprometimentos cardíaco e pulmonar.
Funcionários da escola localizaram posteriormente o animal, identificado como um escorpião-amarelo. A espécie está entre as que oferecem maior risco de envenenamento grave, especialmente para crianças.
Após o atendimento no Hospital da Restauração, André foi encaminhado, em 7 de agosto, ao Pronto-Socorro Cardiológico Universitário de Pernambuco Professor Luiz Tavares (Procape), no bairro de Santo Amaro.
A transferência teve como objetivo garantir acompanhamento especializado para as complicações cardíacas. Durante a internação, a criança também enfrentou problemas pulmonares e sofreu um AVC.
André foi posteriormente levado ao Hospital Barão de Lucena, onde permaneceu até receber alta. Ao todo, ele passou por três unidades de saúde no Recife, além do atendimento inicial no Hospital de Igarassu.
Apesar da liberação hospitalar, o tratamento ainda não terminou. A família informou que o menino apresenta limitações na fala e nos movimentos do lado direito do corpo. A evolução dependerá do acompanhamento médico e do processo de reabilitação.
O Ministério da Saúde orienta que vítimas de picadas de escorpião sejam levadas imediatamente a uma unidade de saúde. Crianças são mais suscetíveis ao envenenamento sistêmico grave e podem apresentar piora em pouco tempo.
Entre os sintomas estão dor intensa, formigamento, suor no local da picada, náuseas, vômitos, salivação excessiva, agitação, alterações na pressão arterial, arritmia e dificuldade respiratória.
O soro antiescorpiônico é indicado de acordo com a avaliação e a classificação clínica do paciente. A aplicação deve ocorrer exclusivamente em ambiente hospitalar e sob supervisão médica.
Em situações de emergência, a população pode acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência pelo número 192 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193. A tentativa de capturar o escorpião não deve atrasar o atendimento nem colocar outras pessoas em risco.
Legenda sugerida: André Luiz, de 3 anos, recebeu alta após passar mais de um mês internado por causa das complicações apresentadas depois de uma picada de escorpião.
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